sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

Um ensinamento sobre o medo

“O medo descontrolado pode cegar, mas o medo controlado, pode ser de grande valia.

O medo, é o primeiro sentimento manifestado pelo ser humano, no acto do seu nascimento. Dependendo do nível de consciência alcançada, o acto de nascer, ou renascer, pode ser, ou não, marcado por um trauma que o condicionará para o resto da vida, produzindo atrasos e até mesmo bloqueios no seu desenvolvimento natural.

O acto de nascer, por si só, é violento, tanto a nível psicológico, como a nível físico, porque a diferença de um ambiente para o outro, é brutal e a capacidade do ser humano de processar e assimilar essa diferença, depende directamente do seu grau de consciência, que lhe permite transitar como se fosse algo “subtil”.

O ser humano é frágil, mas manifesta sentimentos poderosos, que podem servir para construir e para destruir.

O ser humano está classificado como sendo umas das espécies do Universo conhecido, que mais sentimentos produz e manifesta, sendo os mesmos, muito intensos e controladores. Digo controladores, porque o ser humano deixa-se controlar por eles. Deixa-se engolir pelo que ele próprio produz e manifesta e é isso que torna o ser humano instável, perigoso e imprevisível, tanto para ele mesmo, como para os outros, externos a ele.

O medo, é o sentimento mais intenso que o ser humano produziu até hoje. É mais poderoso que o sentimento de ódio. O medo alimenta até o mais denso dos seres e propaga-se facilmente por todos os planos mais densos, contaminando tudo e todos. O medo gera o caos e a desordem, tirando a capacidade de visão e raciocínio. Até um ser de alta frequência, num momento de fraqueza, pode ser contaminado. Por isso é importante controlar os sentimentos e não deixar que eles vos controlem.

Como em tudo, é preciso disciplina e auto disciplina.

No passado e ao longo da sua história registada, o ser humano utilizou esse sentimento como base de destruição em massa. Aquilo que o ser humano não conhece ou não compreende, o ser humano destrói. O acto de destruir, como primeiro impulso, está na sua natureza… é o lado mais sombrio de um ser que muito pode construir, utilizando apenas o seu pensamento.

Releiam a vossa história e vejam como o ser humano facilmente se deixou consumir pelos seus sentimentos, sendo o mais destrutivo, o medo. A tendência, infelizmente, ainda se mantém, pois parece que não aprenderam nada com os erros cometidos no vosso passado.

Para que compreendam melhor o que pretendo dizer com isto, procurem saber mais sobre os vossos sentimentos e sobre a vossa capacidade de os manifestar. Vocês procuram sempre conhecer o que está longe, quando deviam em primeiro lugar, aprender sobre vocês mesmos.

Acreditam que se conhecem?
O que sabem sobre a vossa própria consciência?
O que conhecem do vosso verdadeiro “Eu”?

Têm muito que aprender sobre vocês mesmos, antes de descobrirem a verdadeira dimensão do exterior.

O medo é nada mais, nada menos, do que a incompreensão do que vos rodeia. É a ausência do conhecimento.

O ser humano tem medo do que não conhece e bloqueia. Fica cego e facilmente é dominado, mas quem o domina, é ele mesmo.

Aprende e procura conhecer o desconhecido e isso fará com que o teu medo se dissipe, pois no momento em que o desconhecido passa a ser conhecido pelos seres, o medo, tal como o conheces, deixa de ter razão para existir.

O sentimento que outrora controlava, deixa de ser alimentado e deixa de alimentar. Desfragmenta-se e simplesmente desaparece, permitindo assim à consciência, libertar-se e contactar com a verdadeira realidade.

O ser humano passa finalmente a ver e o entendimento consciente acontece. O que existe para lá do horizonte passa a fazer parte do vosso conhecimento e do vosso Universo.

O sentimento de medo é constantemente utilizado como desculpa para o acto de matar o semelhante e tem sido assim utilizado desde o passado.

É isso que querem continuar a manifestar no vosso futuro?
É isso que querem manifestar para o Universo?
O que esperam alcançar com isso?

Esse acto só leva a uma conclusão final… a auto-destruição.

Utilizem os vossos sentimentos para construírem algo. O medo pode ser transformado e pode ser utilizado para algo positivo e útil para o vosso desenvolvimento. Pode ser utilizado para vos ajudar a expandir a vossa consciência.

Lembrem-se que tudo tem as duas polaridades. Cabe a vocês decidirem com qual delas querem trabalhar. Mais uma vez, é o vosso livre-arbítrio que vai definir o caminho, mas não se esqueçam do seguinte:

Todas as acções têm uma consequência e tudo o que é feito, propaga-se por todo o Universo através de ondas de frequência, que chegam a todo o lado. Assim sendo, a vossa consciência e tudo o que vocês emitem, torna-se aos olhos de outros, a vossa identificação e o vosso cartão de visita”.



Annael, Outubro de 2009

segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Reflexão sobre a existência de civilizações tecnológicas, fora da Terra


Cada vez mais o ser humano tem vindo a questionar se está sozinho no Universo, ou se existem outras civilizações tecnológicas, cujo conhecimento lhes permita a deslocação entre sistemas estelares, independentemente das distâncias a percorrer.

Ao observarmos o céu nocturno, quando este se encontra limpo e sem qualquer tipo de “poluição luminosa”, ou nebulosidade, podemos observar milhares de estrelas, que se encontram a distâncias diferentes do nosso ponto de observação.

No Verão, altura do ano em que se pode observar as regiões mais centrais da galáxia, o que chama mais a nossa atenção, é a “mancha leitosa”, que contém a maior concentração de estrelas. Esta mancha é conhecida por nós como “Via Láctea”.

Já no Inverno, olhar para as estrelas, é o mesmo que observar a periferia da galáxia, que apesar de não ter tanta concentração de estrelas como na região central, contém á mesma, milhares de estrelas visíveis.

Assim, através da observação do céu nocturno, hábito humano já bem antigo, surgem questões pertinentes, que fazem parte da mente curiosa do ser humano:

· Será que existe outro tipo de vida?
· Será o grau de inteligência dessa vida, igual ou superior á nossa?
· Estaremos neste momento a ser observados por outras mentes curiosas?
· Será que essas mesmas mentes terão as mesmas questões sobre o Universo, tal como nós?
· Serão diferentes de nós ou serão parecidos?
· Serão benéficos para nós ou serão hostis?
· Em suma, haverá vida inteligente no Universo, tecnologicamente avançada, com capacidade de entrar em contacto connosco, ou com capacidade de virem até nós, presencialmente?

Segundo os conhecimentos adquiridos pela Astronomia, a nossa galáxia formou-se acerca de 14 bilhões de anos atrás e é classificada como sendo uma galáxia do tipo espiral (tem uma forma espiralada), composta por uma região central, um plano galáctico (onde estão os "braços" da espiral) e um halo esférico que a envolve por completo, tal como um campo aurico. Tem aproximadamente 100.000 anos-luz de diâmetro e uma espessura de 1000 anos-luz.

Ao todo, a nossa galáxia tem 400 bilhões de estrelas, o que indica que o Sol e todo o nosso sistema solar, são apenas uma pequeníssima parte desta galáxia.

O nosso Sol, a estrela mais próxima a nós, situa-se a 28.000 anos-luz do centro da galáxia e a 20 anos-luz acima do plano galáctico e descreve órbitas circulares á volta do centro da Galáxia. Cada órbita tem uma duração de 220 milhões de anos e é feita à velocidade de 250 km/s e desde que o Sol se formou como estrela, já completou cerca de 20 órbitas.

Independentemente de oficialmente ser admitida ou não, a existência de civilizações avançadas exteriores á nossa, com outros conhecimentos, outras culturas e outros modos de vida, existem formas de cálculo, que nos dizem que não podemos ser os únicos seres inteligentes no Universo. Um bom exemplo disso mesmo, é o “Principio de Copérnico”.

Outro exemplo a ser referido, para nos ajudar a responder a estas questões, é a “Equação de Drake”, que basicamente é um meio de sistematizar o que nos é desconhecido.

Como aplicar esta equação no tema que este artigo pretende desenvolver? Fácil.

Digamos que queremos fazer uma estimativa da quantidade de civilizações tecnologicamente avançadas (N). De todas as estrelas existentes na nossa galáxia (n), apenas uma fracção (fp) contém planetas. Desses planetas, apenas uns quantos permitem a habitabilidade (H) e dos planetas habitáveis, apenas uma parte irá desenvolver vida (fl).

Dos planetas que podem desenvolver vida, quantos irão permitir o desenvolvimento de vida inteligente (fi)?

Apenas uma fracção dessa vida inteligente irá desenvolver tecnologia (ft). Tendo em conta isto, podemos fazer o seguinte cálculo:

N = n × fp × H × fl × fi × ft

Alguns destes factores são mais fáceis de se calcular do que outros. Tal como referi acima, a nossa galáxia tem acerca de 400 biliões de estrelas (n).

Actualmente a nossa Astronomia tem conhecimento da existência de planetas em órbita de algumas estrelas e a cada mês que passa, novos planetas são descobertos, mas ainda não se conhece concretamente o tamanho da fracção de estrelas que têm planetas. Se formos optimistas, teremos uma fracção de 1, que essencialmente diz que todas as estrelas têm planetas.

Qual o número de planetas por estrela, que seriam habitáveis?

Os planetas teriam que estar localizados a uma distância da sua estrela, que os permitisse ser nem muito quentes e nem muito frios.

No nosso sistema solar, há três planetas potencialmente habitáveis: Vénus, Marte e claro, a Terra. Algumas estrelas suportariam menos, ou possivelmente nenhum planeta habitável. Digamos que em média, apenas uma em cada dez estrelas com planetas, tem um planeta que poderia conter vida.

O que temos até agora relativamente a planetas habitáveis?

N = 100,000,000,000 × 1 × 0.1 × fl × fi × ft

Isto ainda nos deixa muitos planetas que potencialmente podem albergar vida.

As próximas três fracções, podem ser um pouco mais complicadas. Se a vida pode se desenvolver, serão assim complicadas?

As opiniões divergem sobre este assunto. É neste ponto que o assunto da “vida em Marte” tem alguma aplicação. Se este desenvolvimento se mantiver, então a vida desenvolveu-se em Marte e na Terra e isto torna-se mais problemático ao dizer que é muito difícil desencadear-se o aparecimento de vida nos planetas referidos para o cálculo. Se acreditam que o aparecimento de vida é inevitável, tendo todas as condições necessárias, então considerem que fl = 1.

Agora temos a seguinte questão: Se a vida surge, tornar-se-á inteligente?

É uma questão difícil de se responder. A vida surgiu no nosso planeta à biliões de anos e os seres humanos surgiram à mais ou menos 100.000 anos.

Entretanto, a vida extinguiu-se por completo em Marte, caso realmente tenha existido. Quando me refiro em vida em Marte, não me refiro só às formas de vida microscópicas, cujos vestígios fósseis foram encontrados em rochas marcianas. Refiro-me a formas de vida mais desenvolvidas.

Para fins de estatística, vamos considerar uma faixa temporal de 100.000 anos "humanos", para 1 bilião de anos de vida, o que nos dá 1 em 10.000 planetas com vida, que desenvolverá inteligência.

Outra questão que surge: A vida inteligente inevitavelmente desenvolverá tecnologia?

Podemos argumentar para ambos os sentidos, mas vejam o caso da humanidade, que a dada altura passou a utilizar instrumentos de pedra, em vez de caçar à mão, por exemplo. Poderá uma criatura inteligente ser para sempre um caçador / colector, que utiliza ferramentas simples e rudimentares, independentemente das gerações que passarem?

Vamos partir do princípio que a inteligência obrigatoriamente leva ao desenvolvimento de tecnologia. Vamos então considerar que ft = 1. O que vamos obter?

N = 100,000,000,000 × 1 × 0.1 × 1 × 0.0001 × 1 = 1,000,000

Tradução: Um milhão de planetas que contêm uma civilização com tecnologia.

Até agora, na tentativa de calcular a probabilidade de existência de civilizações tecnológicas na nossa galáxia, utilizei o meu lado optimista, com números optimistas, mas para quem tem dificuldade em aceitar que algures na nossa galáxia podem existir outras civilizações avançadas, sugiro que utilizem números á vossa escolha. Escolham um número pessimista para baixar o número de planetas existentes na nossa galáxia, que tenham condições de albergar vida inteligente, até chegarem á possibilidade que aponta para apenas um planeta, que, escusado será dizer, será a Terra, o planeta no qual nos encontramos agora.

A humanidade desenvolveu tecnologia à muito pouco tempo, tendo em conta a sua existência que remonta até aos 100.000 anos. Se retermos a ideia de haver um número muito baixo de planetas que podem albergar vida e que podemos ser os únicos seres inteligentes existentes na nossa galáxia, então não nos devemos esquecer que existem muitas mais galáxias no Universo conhecido, do que o número de estrelas existentes na nossa galáxia. Assim sendo, mesmo que exista apenas um planeta por galáxia com capacidade de sustentar vida e dessa vida se tornar tecnologicamente avançada, ficamos com trilhões de planetas habitados.

Considerações finais

Sem referir aqui o que as estatísticas nos dizem sobre o número possível de planetas habitados, sem referir os inúmeros avistamentos de OVNI’s anualmente relatados por todo o planeta e sem referir os testemunhos dos milhares de pessoas que apresentam evidências de terem sido abduzidas ou contactadas por extraterrestres, quero apenas chamar a atenção para o facto de que a humanidade não é dona do conhecimento.

O ser humano, com toda a sua tecnologia e ciência, ainda não conhece na totalidade o planeta onde habita. Não conhece a totalidade da atmosfera do planeta e o que ela pode produzir e manifestar. Não conhece na totalidade o que existe nos continentes e nas suas florestas densas. Ainda nos dias de hoje, se descobrem novas espécies animais e vegetais. Não conhece na totalidade o que existe nos oceanos e mares. Não conhece na totalidade o que existe dentro da crosta terrestre. Não conhece na totalidade as funções do seu cérebro e por isso, continua a desenvolver estudos e experiências, para melhor o entender.

Na realidade, nós ainda nem conhecemos completamente o nosso sistema solar e ainda andamos á procura do nosso “elo perdido”.

Há muita coisa que ainda é desconhecida para o ser humano e que por isso é incompreendida, chegando em alguns casos a ser rejeitada devido aos preconceitos, aos dogmas e regras estabelecidas, entre outros factores.

Isto é referente apenas ao que existe perto de nós e que está mais acessível a nós do que o Universo, que está mais longe e ainda inacessível.

Tendo em conta o real conhecimento que nós, seres humanos modernos, temos actualmente sobre o nosso “mundo”, pergunto-vos o seguinte:

"Ainda não conhecem na totalidade o planeta onde habitam e julgam conhecer o Universo?”

É presunção da nossa parte, como civilização, acreditar que “estamos sós no Universo.”


Yavith

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Agradecimentos


Venho através deste pequeno artigo, agradecer a todos os que me têm apoiado e dado incentivo, para continuar com este trabalho de partilha.

Tenho recebido muitos "emails" de pessoas de varios locais do mundo (especialmente do Brasil, país que tenho em grande consideração e afecto), com partilhas de experiências, questões, agradecimentos e animo para continuar. Fiz amizade com alguns deles, com os quais mantenho activas conversas muito interessantes e tem sido esse troca que me tem dado força e vontade de continuar, pois vejo que o meu trabalho está a cumprir a sua função e que está a ter impacto nas mentes dos leitores do blogue. Isso por si só, é muito positivo e revelador.

Aproveito também para exclarecer algumas dúvidas de alguns leitores, relativamente à minha postura em relação a todo este conjunto:

Apesar de ter contactos periódicos com determinadas consciencias e situações, eu tenho uma vida normal, vivo o dia-a-dia como qualquer ser humano activo na sociedade onde pertence. Apenas tenho uma posição diferente relativamente ao que me rodeia, intercalado com vivencias que a grande maioria encara como anómalas, paranormais, estranhas, etc.

Sou céptica relativamente a muita coisa e não idolatro nenhuma entidade divina, estelar, ou de qualquer outra origem. Tanto Annael, como outros com quem contactei e contacto, nunca pediram idolatria, nunca pediram devoção ou total obediência. Annael, por exemplo, defende o "livre-arbitro" consciente de cada um. Diz que o ser humano foi feito para ser livre, pois só assim poderá evoluir e aprender, tomando consciencia da realidade por ele mesmo. Tal como Annael, os outros com quem contacto, dizem o mesmo, apenas utilizando designações diferentes.

Claro que tive situações em que o meu livre arbitrio consciente não foi respeitado, admito, mas no final revelou-se um mal necessário e acabei por tirar algum conhecimento com a situação, mesmo não tendo sido aceite por mim na altura em que ocorreram. Há muita coisa que ainda preciso aprender.

Não tenho religião, nem procuro devoção. Basicamente, acredito no que vejo, no que sinto, no que sei e no que manifestam á minha frente. Acredito em resultados. Acredito no poder criador do Universo... acredito na Vida e no poder da consciência de cada um.

Acredito acima de tudo, que todos nós devemos assumir sem preconceitos quem somos e devemos aceitar e respeitar o que os outros são.

O meu blogue não pertence a nenhuma religião ou "grupo mistico", nem é isso que se pretende criar aqui. Este blogue é pura e simplesmente para partilha... é uma forma de consciencializar, de divulgar e de dar a conhecer a todos, a nivel global, de que a humanidade não é uma civilização que vive isolada de tudo o que existe no Universo.

Ao partilhar parte das minhas experiências, estou a dizer a outros que passaram pelo mesmo, ou que ainda passam, que não estão loucos e que existem outras pessoas em situações identicas. É uma forma que tenho de lidar positivamente com estas situações que fazem parte da minha vida actual, quer eu queira, quer não. É quem eu sou e não me envergonho disso.

Não tenham medo de assumir as vossas vivencias e a vossa natureza. Estudem sobre vocês mesmos. Testem as coisas, tal como eu faço... Gosto de ciências e elas fazem parte de um bom trabalho de pesquisa.

É verdade que prolifera pela internet, muita informação de origem duvidosa. É verdade que há muitos sites que copiam de outros e por isso a grande maioria do seu conteúdo está repetido em muitos endereços, com nomes diferentes. Já li em pelo menos três sites sobre fraternidades brancas, artigos meus, retirados deste blogue. É verdade que actualmente muitos tentam "ganhar a vida" à conta das crenças dos outros... eu não peço nada. Apenas quero divulgar... partilhar.

De facto, há muita coisa, mas cabe a cada um filtrar o que lê. Cabe a cada um ser fiel ao que acredita e ao que lhe faz sentido, sem se prejudicar.

Eu tento manter-me fiel a mim mesma. Tento partilhar as minhas experiências da melhor forma que me é acessivel. E vocês?

Bom... não quero prolongar muito mais este texto, mas quero finalizá-lo, agradecendo a todos os que me têm enviado emails de incentivo e de amizade. Quero agradecer aos que me questionam. Aos meus amigos, que me têm acompanhado e me dão força e amizade e á minha mãe, que me tem dado coragem e Amor, nos bons e nos maus momentos.

Estou confiante... porque apesar de tudo o que se vê nos telejornais mundiais, acredito no potencial da humanidade e no que podemos construir, para um futuro brilhante, próspero e de união. Devemos resolver os nossos problemas internos, antes de querer formar qualquer tipo de aliança com os de "fora".

Um grande abraço a todos.


Yavith

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Sobre ondas de frequência e ondas electromagnéticas



Neste blogue, faço varias vezes referência a "ondas de frequência", "elevação de frequência", "campos electromagnéticos", ondas electromagnéticas" e "energia", entre outras coisas e é por isso, que considero importante deixar aqui uma breve explicação sobre os mesmos, tendo como base parte do conhecimento cientifico actual e disponivel.

Os que olham para um espaço vazio e que acreditam que esse espaço é pura e simplesmente vazio, preenchido de "nada", estão enganados. Nada no Universo é desperdiçado e nada está vazio.

Podemos não ver, mas isso não significa que não esteja lá algo. Tudo á nossa volta é energia, nós somos energia, tudo contém energia em movimento e nós contemos energia em movimento.

O plano físico, onde nos encontramos e tudo o que nele está contido, é a manifestação materializada de energia. A matéria já foi energia, que após certas transformações e reacções específicas, condensou-se de tal forma, que se materializou em matéria física, de tão densa que se tornou.

Tudo à nossa volta vibra, nada é estático ou inerte, pois tudo é vibração que pulsa em diversas ondas de frequência. Até um objecto inanimado produz a sua própria energia, que por sua vez, entra em contacto com o meio ambiente no qual está inserido, interagindo assim com ele e com os seres vivos que nele habitam.

Aprendemos desde cedo, de forma simplificada, que a estrutura atómica básica é um núcleo rodeado de electrões que giram á sua volta, em vários níveis energéticos e como tudo é composto por átomos (o ar, a água, as células, os órgãos do corpo humano, etc), então tudo tem energia, mas com densidades diferentes e comportamentos diferentes.

Assim sendo, tudo pulsa, tudo emite vibrações (positivas e negativas), interagindo assim, uns com os outros, dentro do ambiente onde estão inseridos.

Tal como eu referi acima, a matéria densa que vemos e que nos dá a forma física, já foi energia, portanto, já existiu numa forma mais subtil e livre, que por algum motivo adensou-se e materializou-se.

É importante também termos consciência de que estamos sempre rodeados e em contacto com ondas eletromagnéticas de varios tipos. Ondas essas, que nos são enviadas pelo Sol e por muitas outras fontes, sendo o Sol a maior e a mais importante. Saibam que a vida existente neste planeta, inclusive a dos seres humanos, depende do calor e da luz recebidos através das ondas eletromagnéticas.

Entre a variedade de ondas que recebemos, são de salientar as seguintes:

A radiação electromagnética emitida por átomos de hidrogénio neutro, que proliferam no espaço interestelar da nossa galáxia.

As emissões na faixa de radiofrequencias dos "quasares" (objectos ópticos que se encontram a enormes distâncias de nós, muito além da nossa galáxia, e que produzem enorme quantidade de energia).

Pulsos intensos de radiação dos "pulsares" (estrelas pequenas, cuja densidade média é a volta de 10 trilhões de vezes a densidade média do Sol).

Além destas fontes externas ao nosso habitat, existem outras, criadas pelos seres humanos e que estão por toda a parte. São de referir as fontes de radiação electromagnética, tais como as estações de rádio e de televisão, o sistema de telecomunicações à base de microondas, lâmpadas artificiais, aquecimentos, etc., e claro, as ondas criadas pelo nosso consciente, originadas pelo nosso ego e pelo nosso sistema (físico e subtil), bem como as ondas geradas pela interacção de outros planos com o nosso e, por consciencias que co-habitam connosco ao longo do dia-a-dia e que se encontram noutros niveis de existencia. Mais tarde irei explicar melhor esta parte que quer queiram, quer não, faz parte da realidade e das nossas vidas.

Um bom exemplo de ondas electromagnéticas geradas pelo nosso sistema e que todos conhecem ou já ouviram falar, é o nosso campo aurico (aura), que na realidade é um campo electromagnético criado tanto pelo corpo físico, como pelo nosso sistema subtil.



Uma passagem pelo Espectro Electromagnético





A palavra "espectro" (do latim "spectrum", que significa fantasma ou aparição) foi usada por Isaac Newton, no século XVII, para descrever a faixa de cores que surgiu durante uma experiência, em que a luz do Sol atravessou um prisma de vidro.

Hoje em dia, essa faixa de cores é conhecida por todos nós como "Espectro Electromagnético", que nos descreve a faixa de frequências e respectivos comprimentos de onda, que caracterizam os diversos tipos de ondas electromagnéticas.


Dentro do Espectro Electromagnético, a luz visivel a nós, ou seja, as frequencias que conseguimos captar e ver, corresponde a uma pequena parte do que existe, ficando o restante inacessível a nós, excepto algumas excepções, que conseguem por natureza, aceder a mais algumas frequencias. Vejam na imagem acima a pequena porção visivel.

Sabendo que o ser humano acede e vê uma pequena parte do que realmente existe, imaginem o número de coisas que ainda não conhecemos. Por isso eu digo: "Entre a realidade que vemos e a realidade que ainda não conhecemos, existe um Universo a ser descoberto".

Voltando às ondas electromagnéticas... no vácuo, por exemplo, têm a mesma velocidade de propagação. O que muda é a frequência de acordo com a espécie e, consequentemente, o comprimento de onda. Quanto mais curta for a onda, mais elevada é a frequência e quanto mais comprida for a onda, mais baixa é a frequência.

Num individuo que esteja a vibrar numa frequência elevada (energia positiva), as ondas geradas são curtas e mais frequentes. Quanto mais curtas e frequentes, mais elevada se torna a frequência. O ser humano fica livre de qualquer contaminação por parte de energias densas (negativas).

Num indivíduo que esteja a vibrar numa frequência baixa (energia negativa), as ondas geradas são longas e menos frequentes. Quanto mais longas e escassas, mais baixa se torna a frequência. Neste caso, o ser humano fica sem defesas e vulnerável a qualquer tipo de ataques ou influência, por parte de energias mais densas (negativas).

De certeza já ouviram falar no "estado vibracional" ou em "elevar o estado vibracional", para criar uma defesa psiquica e energética, ou para facilitar o contacto com realidades e consciencias mais "subtis". Isto rege-se pelo mesmo principio que descrevi acima. O "estado vibracional" é na realidade um padrão de ondas electromagnéticas, gerado pelo nosso sistema natural, mas sujeito a alterações vindas do nosso consciente. Quem costuma praticar a chamada "Viagem astral consciente", sabe que passa primeiro por esta alteração vibracional.

Na imagem abaixo, podem ver a diferença que existe, entre ondas de baixa frequencia (em cima) e ondas de alta frequencia (em baixo).




Portanto, podemos dizer que:

A "frequência" é o número de ocorrências num determinado intervalo de tempo. Por exemplo, o número de vibrações por segundo de uma onda, medida através da unidade "Hertz (Hz)".

A "luz" é energia que percorre o espaço, sob a forma de ondas, que podem ser longas ou curtas. Quanto mais pequena for a onda, maior é a sua frequência e quanto maior for a onda, menor a sua frequência.

Conclusão:

Há muita coisa ainda por descobrir pelo ser humano, pois ele só conhece uma pequena parte do seu mundo, da sua realidade. Este artigo serve apenas como uma chamada de atenção, pois é necessário ter consciência de que a realidade é de facto muito maior e muito mais complexa do que aquela em que acreditamos como sendo a verdade absoluta.

Vivemos constantemente rodeados por vibrações, por varios tipos de energia. Somos receptores e somos também emissores. Somos antenas, mas também somos geradores, tal como acontece com todos os seres vivos do planeta e do Universo. Somos diferentes apenas na matriz energética, que nos define como consciencia individual, que nos identifica como se fosse uma impressão digital e é essa matriz que se revela em parte, no campo aurico, por exemplo.

Uma "leitura de aura", bastante na moda actualmente, é feita através da matriz que se manifesta na aura e que permite aceder ao "histórico" da pessoa a ser "lida".

"Não vemos, logo não existe", "não conhecemos, logo não existe"... não podemos continuar a pensar assim. Devemos sim, procurar conhecer, pesquisar, experimentar, testar para obter resultados.

Deixo-vos esta frase de Annael, para que entendam o que pretendo dizer com a conclusão deste artigo:

"Há mais sobre o Universo, do que aquilo que julgam saber".

quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Uma das explicações de Annael, sobre a necessidade actual de libertação do ser humano

" Cada ser humano é uma máquina quântica que pode atingir um potencial de 100%. O ser humano tem capacidade de materializar a sua própria cura e as suas escolhas. Tem capacidade de intervir em tudo o que o rodeia, mesmo que esteja em planos e realidades diferentes.

Apenas não o faz porque ainda encontra-se preso. A sua consciência não se expande como deveria... não se abre e não se conecta ao Todo, ao Universo e a ele mesmo.

O seu passado também não o permite, pois a sua mente ainda encontra-se com amarras activas que não a deixam libertar-se. As questões do passado ainda continuam pendentes e por resolver.

É necessário o desapego.
É necessário curar, para serem curados!
Ajudar, para serem ajudados!

O ser humano não consegue atingir o seu potencial como ser multidimensional, porque o próprio não o permite e porque ainda vive a dar prioridade às causas erradas.

No passado falou-se muito da "Ascensão", mas o ser humano não compreendeu o mecanismo de ascender.

Para o ser humano actual, ascender a dimensões mais subtis ou elevadas, aconteceria no plano físico, com manifestações físicas... materiais... sociedades transformadas e problemas resolvidos.

É errado pensar e agir assim, porque o verdadeiro processo de ascenção não começa no plano físico. Inicia-se primeiro ao nível da consciência, pois a verdadeira ascenção dá-se na consciência e através da mesma é dado o acesso a outros planos, dimensões, realidades e situações, a outras energias mais subtis... à essencia de cada um e ao Universo em si, sem esquecer a consciência e ligação planetária.

As manifestações e transformações físicas e materiais acontecem por acrécimo, pois são o resultado materializado. Tudo se desenrola naturalmente e gradualmente, à medida que cada indivíduo vai assimilando e interiorizando conscientemente a nova frequência gerada por todo este processo.

Para que o ser humano consiga de facto passar para o estágio seguinte, necessita primeiro de se libertar. Por isso neste momento falamos muito em libertação.

Libertação do passado, dos preconceitos, dos velhos dogmas e crenças, do método de vida actual, entre outros.

Libertação é cortar as amarras de tudo o que vos limita, do que vos impede de iniciarem o vosso verdadeiro caminho e vos mantém cegos, limitados e controlados. Do que vos impede de atingirem o vosso verdadeiro potencial e de reclamarem finalmente o vosso lugar no Universo... de fazerem parte do Todo.

Libertação é terem contacto com vocês mesmos, com o vosso interior, com a vossa essência, com o vosso potencial e partirem á descoberta do vosso "eu interior".

É finalmente verem e viverem. Tudo o resto manifesta-se por consequência.

A palavra de ordem para a humanidade actual, neste momento é Libertação!

Já vos foram enviadas as ferramentas necessárias. Agora cabe a cada um utilizá-las, ou não.

Tudo tem um ritmo natural que deve ser respeitado. Nós respeitamos o vosso".

Annael

O que está trancrito acima, é uma das explicações que Annael deu sobre a dita necessidade que existe actualmente de haver a libertação do ser humano de tudo o que o impede de se desenvolver e de seguir o seu caminho natural, não como seres individuais que vivem a transformar tudo numa competição para alcançar poder e benefícios pessoais, mas como seres conscientes, livres e unidos para o bem comum de uma civilização ainda em crescimento e em expanção.

No artigo anterior, falei do "horizonte consciente", que é outra designação dada por outros seres, para descreverem as mesmas coisas descritas por Annael e por outros.

Cada um tem uma designação diferente e um modo de explicar próprio, mas todos acabam por dizer o mesmo e de nos alertar para o mesmo. Afinal, quem está errado? Somos nós, ou são eles?

Yavith

Tudo acontece por uma razão...


Recentemente vivi uma experiência bastante intensa, junto com um grupo de amigos, numa zona perto de Lisboa, que me permitiu mudar a minha visão relativamente a esse local.

Depois dessa experiência, voltei lá mais três vezes com o mesmo grupo de amigos e voltámos a viver o mesmo. De momento não vou descrever o que se passou, nem o local, pois ainda me encontro a tentar descortinar o que está por trás disto tudo e qual o verdadeiro objectivo. Digamos que estou a fazer um trabalho de pesquisa sobre isto e que só depois de alcançados os resultados e uma explicação lógica, é que poderei descrever um pouco o que se passou.

O que posso dizer é que alterou a minha forma de ver aquela zona, pois antigamente, nas poucas vezes que lá ia, acabava por me sentir mal, chegando por vezes a ficar doente, ou até mesmo, viver experiências muito desagradáveis, ao ponto de vomitar e quase desmaiar. Por isso, passei anos a encarar aquela zona como sendo algo mau... negativo e até prejudicial para a integridade física de quem lá ia.

O que pretendo dizer com isto é que tudo tem duas polaridades, mesmo quando só vemos uma. Tudo pode alterar quando não estamos á espera e o que nos parece algo mau, pode muito bem mais tarde, revelar-se ser algo positivo e revelador. Foi isso que me aconteceu.

Após a primeira experiência que desencadeou tudo o que se passou a seguir, passei a ver e a sentir aquela zona como sendo também positiva, benéfica, educacional e especial, pois nela reside um legado muito antigo, que faz parte da história antiga do planeta e da nossa civilização.

Mais uma vez, se confirmou que tudo está interligado e que somos parte de um trabalho criativo, que envolve consciências muito avançadas e mais antigas do que a nossa existência como seres consciêntes e inteligentes. O nosso ADN contém grande parte do resultado desse trabalho, que ainda hoje continua a ser desenvolvido, mas de uma forma mais passiva e subtil.

Confirmei também que tudo tem uma razão para acontecer e um tempo para ser manifestado.

Estava previsto ir aquele local e viver as experiências que vivemos. Aprendemos coisas novas e confirmámos outras, abrindo e libertando mais um pouco, o nosso "horizonte consciente", que segundo nos foi explicado durante uma das experiências, impede de vermos mais além. Impede o desenvolvimento e a tomada de consciência.

Tudo isto tem sido acompanhado com algumas manifestações físicas, que foram sentidas por todos os membros do grupo. Cheguei até a fazer um registo fotográfico de uma delas, juntando assim, evidências físicas à pesquisa actualmente em curso.

Acredito que todos as pessoas, de uma forma ou de outra, podem viver este tipo de acontecimentos, basta para isso querer se libertar das amarras e das "palas" que foram impostas a todos. Basta tomar consciência que fazem parte de algo maior e mais complexo. Basta querer contactar com a nossa própria essência, querer aprender e querer expandir o raio de alcance do nosso "horizonte consciente".

Feito isso, tudo o resto acontece de uma forma natural e espontânea.

Não é à toa que Annael fala muitas vezes da necessidade de libertação do ser humano e é durante estas situações que acabo por entender que o que ele descreve e explica, tem uma razão de ser e que se enquadra perfeitamente ao estado actual de cada ser humano.

Num outro artigo, vou partilhar uma das muitas explicações de Annael, sobre a dita necessidade de libertação e qual a melhor via para iniciar esse processo, pois acredito que isso ajudará de alguma forma, quem o ler.

Yavith

segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Uma lição de vida?

No dia 16 de Dezembro de 2008 tive uma experiência de instrução, na qual fui sempre acompanhada por um guia espiritual, que me levou a visitar uma pequena aldeia em desenvolvimento, algures antes de chegar á zona do rio Douro, a norte de Portugal.

Perguntei qual era aldeia, mas o guia não me revelou o nome, pois "não é informação necessária de momento".

Julgo que tanto eu, como ele, estavamos a vibrar numa frequência muito subtil, acima do plano astral, pois era isso que tinha presente no momento: "estamos num plano superior ao plano astral... esta "projecção é diferente".

O primeiro local a visitar ficava situado em frente á estrada principal da aldeia, que tinha sido alcatroada recentemente, por causa dos buracos originados pela passagem de veículos de grande porte. Cheguei a ver uma camioneta de longo percurso, de cor branca, que passou momentos após a nossa chegada.

Ouvia as pessoas a conversarem umas com as outras, com o seu sotaque típico da zona e podia observar como elas interagiam umas com as outras. Era como se eu realmente estivesse lá... via e sentia tudo.

O meu guia descrevia-me a história dessa aldeia á medida que eu observava as casas e as pessoas, por isso sabia o motivo de terem arranjado a estrada, recentemente. Descreveu-me como no passado aquela aldeia era mais "viva" e a sua população era em maior número. Tinha mais casas e era um ponto de paragem para os mercadores, que traziam produtos de Espanha, que por sua vez, era fornecida por pessoas vindas do oriente.

Achei tudo aquilo fascinante!

Sentia-me um "espirito livre" porque ninguém me via. Ninguém me ouvia. Não tinha peso e os meus movimentos eram leves e fluídicos. Tal como o meu guia espiritual que me acompanhava.

Reparei numa casa escura, de aspecto muito antigo e abandonado e senti o meu coração apertado. Senti que algo não estava bem com aquela casa. Esta casa ficava quase em frente a uma paragem de camionetas, que tinha como sinalização, apenas um poste com uma placa com a palavra "Camioneta", escrita com letras pretas.

De repente, tudo muda. O ambiente fica mais escuro e começo a ouvir gritos. Com esta alteração súbita, o meu coração "dispara" e quando olho para o meu guia, em busca de resposta, este começa a relatar o passado sombrio daquela aldeia e da casa de aspecto abandonado. Fiquei a saber que no passado, ali tinha vivido uma família que construiu a casa de raiz. Viviam como que á margem da sociedade, pois eram estrangeiros e não eram muito aceites pela população local.

Numa noite, juntaram um grupo de pessoas e invadiram a casa. Mataram a família e enterraram os corpos ali mesmo.

"O sentimento de xenofobia é muito antigo", pensei eu, ao mesmo tempo que sentia crescer em mim o desespero daquelas pessoas mortas á paulada. Foi realmente forte o que senti e acho que durante muito tempo, não o vou esquecer.

Depois dessa data, outras pessoas habitaram a casa, mas cedo se iam embora, pois ou havia morte na família, ou surgia doença, ou havia sempre acontecimentos negativos que obrigavam as pessoas a afastarem-se daquele local, que segundo o meu guia, tinha sido marcado.

O tempo foi passando e varias gerações depois, a casa estava ao abandono e a aldeia estava como que estagnada e moribunda. Não havia grande desenvolvimento. Os habitantes foram envelhecendo e nesta última geração, a grande maioria nasceu estéril ou doente. Tornaram-se pessoas "carregadas" e deprimidas e raramente eram visitados por pessoas vindas de fora. Só alguns grupos de "curiosos" iam lá muito de quando a quando, para "passarem uma noite na casa assombrada".

Na estrada também tinham sido testemunhados fenómenos estranhos e por vezes ouviam-se gemidos durante a noite.

O guia contou-me que após a morte daquela família e após as desgraças que aconteceram á "posteriori", os que cometeram o crime, resolveram remover os corpos da casa e enterra-los na estrada, depois de serem queimados, pois acreditavam que assim, o mal desapareceria, o que acabou por não acontecer.

Segundo o guia, isto aconteceu em 1860. Contou-me também que após tudo aquilo, as pessoas continuaram a viver a sua vida como se nada tivesse passado, mas que as suas consciências eram constantemente assoladas pelos gritos e pelo acto praticado.

Para mim, foi horrivel sentir tudo e ver tudo assim. Apesar de ter estado sempre acompanhada e protegida pelo guia, foi uma experiência que me marcou pela brutalidade e frieza dos acontecimentos.

No final, tudo pareceu clarear. Tudo menos a casa, que continuava escura. Passou outra caminoneta e reparei que esta, passava mesmo por cima do local onde a tal família tinha sido enterrada.

Perguntei se era possivel resgatar os espiritos que continuavam ali presos, pois era essa a vontade que sentia no momento, mas não obtive resposta. Perguntei de novo e a minha vontade cresceu bruscamente. Queria mesmo ajudar.

"Não te compete a ti essa tarefa. Neste caso, compete a estas pessoas, que ainda estão ligadas a estes espiritos, pelo mesmo elo kármico".

Neste momento, voltei-me para o meu guia, na esperança de tudo terminar e acho que ele sentiu isso. Ele aproximou-se mais de mim e num movimento suave, colocou a mão no meu ombro esquerdo, desviou o olhar para as pessoas que se encontravam á nossa frente e disse:

"Pior do que o esquecimento, é a indiferença!"

Sei que parece uma história de "fantasmas", mas foi o que me me aconteceu nesse episódia de instrução. Mais uma vez reforcei o sentimento de que as pessoas devem ser responsáveis pelo que fazem e devem ter consciência que os erros cometidos, têm as suas consequências, tanto nas vidas de que os pratica, como nas vidas daqueles que são vítimas da nossa ignorância momentânea.

Considero o que vivi durante esta experiência, como tendo sido uma lição de vida, pois tendo consciência disto, posso sempre transmitir a quem estiver disposto a ouvir, para que erros como este, não voltem a acontecer.

Tenham sempre em conta que tudo tem uma reacção e uma consequência e que os nossos erros, não só nos afectam a nós, como também afectam os outros, que se tornam vitimas dos nossos actos e agressões e as agressões podem ter varias formas.

Ponderem bem antes de agir, mesmo que julguem estar a proceder bem.

Yavith