segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Retornar ao que foi...

Após algum tempo sem escrever neste blogue de partilha, por falta de tempo para o fazer calmamente, regresso hoje com mais uma mensagem que me foi transmitida por uma consciência elevada, um guia espiritual ligado á Natureza e ao passado do ser humano.

Espero que vos seja útil e vos ajude de alguma forma, pois é com base nesse objetivo que o deixo aqui:

“O sábio Carvalho diz a quem para ele olhar com olhos de ver, que na sua copa está o Universo, nas suas raízes está a Terra e no seu tronco está tudo o que liga ambos e os faz funcionar em harmonia com a consciência do Homem.

Estando presente entre o Cosmos e a Terra, aprenderá a conviver com ambos e a fazer parte da rede cósmica e de tudo o que os une. Não mais dirá que está sozinho e que vive na escuridão imensa de um mar tenebroso criado por ele mesmo.

Aprenderá a observar a Natureza e com ela fará novas descobertas e desenvolverá uma nova civilização com um novo pensar e com uma consciência mais elevada.

Tal como o Carvalho é firme nas suas raízes, assim será a consciência do novo Homem, conhecedor dos grandes mistérios, nos quais foi gerado.

O conhecimento antigo virá ao de cima e os irmãos que foram separados nos tempos idos, regressarão e se unirão de novo ao Homem”.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O Amor é a resposta

Esta mensagem foi-me transmitida hoje, dia 4 de Outubro de 2012, por um Espirito de Luz. Espero que vos seja tão útil e reveladora, como o foi para mim.

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"Somos seres conscientes, submersos num mar de energias em contante mutação. Somos e vibramos na frequência dos nossos pensamentos e sentimentos. Os nossos actos revelam isso mesmo, pois agimos de acordo com o que nos faz pulsar.

Se nos tentamos esconder, a nossa energia revela-nos. É mais esbatida, pequena, envergonhada e tímida. Mas se mostramos o que somos sem medos, a nossa energia revela-se brilhante, intensa, segura de si mesma e com uma pureza que banha os seres que dela se aproximam.

Se somos seres nascidos da energia cósmica, espiritual ou divina, como a quiserem designar, então podemos controlar o ambiente onde estamos inseridos e onde nos manifestamos. Se vibramos numa frequência subtil, o ambiente que se gera á nossa volta, vibra numa energia leve e subtil. Se vibramos numa frequência densa e escura, o ambiente transforma-se de acordo com essa frequência, manifestando-se nas mais variadas formas, acabando por transtornar e transformar os seres que forem apanhados na sua teia caótica.

Estamos em constante evolução. Vivemos de acordo com as nossas necessidades e se nos cabe a missão de orientadores, ligamo-nos aos seres que estão receptivos e passamos toda a informação necessária, de acordo com a preparação do receptor.

Cabe a cada um, que já possui o conhecimento, instruir quem ainda se encontra no caminho da aprendizagem. O conhecimento é de todos e por todos deve ser partilhado, embora seja feito faseado, respeitando o ritmo do receptor e tendo em conta o seu estagio evolutivo de consciência.

Lembrem-se que todos somos seres em constante aprendizagem e que não há nenhuma consciência que possa seguramente afirmar que tem o conhecimento no seu Todo.

Todos nós viemos da mesma origem, que é a Luz, no seu estado puro e para lá todos caminhamos, como fazemos de regresso a casa, passando por obstáculos, cruzamentos, estradas e passeios. Se nos mantivermos atentos aos sinais de perigo, chegamos bem a casa, mas se nos distrairmos com algo que nos leve por outros caminhos, demoramos mais tempo e podemos até nos perder a meio.

É o que acontece a muitos, que estando mais fracos ou se deixando levar pelas manifestações do seu ego, se perdem pelo caminho e acabam doentes. Cabe a cada consciência de luz, ajudar esses seres a recuperar e a trazê-los de volta ao caminho certo.

O resgate não é fácil e só se consegue alcançar, quando os seres tomam consciência por si mesmos, da realidade em que se encontram.

O livre-arbítrio deve ser respeitado e nada deve ser forçado. O Amor é a resposta. Tudo o que se faz por Amor, é banhado por uma energia curadora, regeneradora, de paz e de harmonia.

É a intenção pura que faz a diferença e que ilumina o caminho".

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Recebido a 4 de Outubro de 2012

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sobre a dimensão das coisas


"Quando caminhas sobre a areia da praia, o que vês?"

Milhões de grãos de rocha e de concha, criados pela erosão nas mesmas... A força do mar e do vento é muito grande e vence as superfícies mais duras.

"Se puseres um desses grãos na mão e olhares para o conjunto em si, o que vês?"

Um grão de areia isolado, no meio de milhões de outros grãos de areia, que juntos, formam o areal da praia.

"Mesmo estando isolado na tua mão, esse grão de areia continua rodeado pelos outros e continua a fazer parte do areal que vês. Na realidade não está só na imensidão da praia... faz parte dela. Esse grão é a praia.

O mesmo acontece com o teu mundo. Parece isolado, mas na realidade não está. Faz parte de um sistema maior, que por sua vez, está rodeado por muitos outros sistemas, sendo todos eles, parte do Universo e da realidade que existe.

O grão de areia que tens na mão é o teu mundo dentro da imensidão da praia, que é o Universo. Os milhões de grãos de areia que estão aqui, são outros mundos, estrelas e sistemas, que fazem parte do Universo e o constituem.

Repara que o areal não é só o que vês á superfície. Existem varias camadas por baixo desta. Não as vês, mas elas estão lá, em contacto umas com as outras. São as várias dimensões e realidades paralelas, que também fazem parte do Universo, manifestam-se e também produzem vida.

Mesmo que não as vejas, elas estão lá. Mesmo que não conheças o Universo, ele continua a existir, a manifestar-se e a expandir-se.

O mesmo acontece com o teu mundo... é um ser vivo que continua a sofrer alterações, continua a manifestar-se e a expandir-se, independentemente do conhecimento que tu e os teus semelhantes julgam possuir.

Ainda têm muito que aprender e muito que evoluir, até que possam designar com segurança o que existe e o que não existe.

Mais uma vez te digo que há mais sobre o Universo do que aquilo que julgam saber e mais uma vez te pergunto:

Ainda não conhecem na totalidade o mundo no qual habitam e fazem parte e, julgam conhecer o Universo?

Todas as civilizações passam por essa fase... a fase da descoberta e da aprendizagem. Faz parte do processo de desenvolvimento.

Recebam esse conhecimento sem preconceitos. Não se travem desnecessariamente. Recebam cada manifestação abertamente e estudem-na para a poderem compreender.
Descubram como funciona e porque se manifesta.
Aprendam e partilhem abertamente o conhecimento adquirido.

Em breve, terão consciência da verdadeira dimensão da realidade da qual fazem parte e vão necessitar desse conhecimento para se conseguirem integrar em harmonia na praia onde estão".


Annael
8 de Julho de 2010

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Para os que atacam o que não sabem ou quem não conhecem

Este é um blogue no qual partilho experiências pessoais e onde abordo alguns dos temas ainda considerados no nosso pais como "tabú", pois vão contra o sistema que nos foi imposto... o sistema das "palas nos olhos".

Mesmo apresentando evidências, sejam elas fotográficas ou documentais, que nos direccionam para uma conclusão definitiva, os que decidiram por fim á censura e iniciar a partilha e a busca da verdade, continuam a encontrar obstáculos e ataques a nível pessoal, de forma a sermos todos desencorajados para continuarmos a viver cegamente, dentro da "matrix" que alguns criaram.

Ás crianças é ensinado a dizer a verdade, mas esquecem-se de dizer que algumas verdades são inconvenientes. Afinal, qual é a verdade que pretendem? Convém explicar isso.

Existem na nossa sociedade muitos interesses obscuros e nós, os que se decidiram falar sobre "certas verdades", representamos um espinho para os donos desses interesses. Actualmente, somos uma planta espinhosa, em franca expansão e crescimento... quanto mais nos cortarem, mais crescemos!!

Este blogue continuará a existir, mesmo se tiver que o mudar de endereço!!

Antes de falarem sobre o que não conhecem, procurem saber um pouco mais, mesmo que isso vos faça doer o cérebro.

Yavith

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Aprender a viver em comunidade


Somos seres territoriais e apesar de vivermos juntos em comunidades, somos agressivos uns para os outros. Vivemos a nossa existência a olhar o que nos rodeia com preconceito e com a mente toldada por falsas verdades.

Somos seres sociáveis, dizem os entendidos, mas vivemos isolados, apesar de termos vizinhos que moram ao nosso lado, no mesmo prédio, na mesma rua, no mesmo bairro, na mesma cidade, etc.

Vivemos com os olhos postos no chão, sem olhar para a cara de quem passa diariamente por nós na rua... na realidade, somos invisíveis uns para os outros.

A nossa maneira de ser uns para os outros é a nossa fraqueza. É isso que nos tira a força, o equilíbrio e a estabilidade, como civilização. Temos que aprender a viver em comunidade, aprender a viver sem preconceitos e sem segundas intenções relativamente aos outros. Temos que aprender a respeitar e a interagir abertamente com aqueles que nos rodeiam... com a comunidade onde estamos inseridos.

Já é tempo de adoptarmos outra maneira de viver. Outro modo de lidar com os outros e com a comunidade. É o momento para agir e transformar... criar coisas novas e positivas. Mudar o modo de vida e viver em harmonia com o Todo.

Chegou o momento de passar da teoria, para a prática!

A transformação deve iniciar no interno de cada um, a nível individual, para depois passar a se manifestar no exterior, a nível colectivo.

Este é o primeiro ano da manifestação exterior, do despertar e do agir... é altura de mudanças e para isso é preciso que o ser humano reaja e comece a viver realmente em comunidade.

Parem de olhar para o chão e ergam os olhos, para que vejam o que existe á vossa volta... iniciem o "novo viver".

Juntos, podemos construir com maior solidez e podemos chegar muito mais longe.

Yavith

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Um ensinamento sobre o medo

“O medo descontrolado pode cegar, mas o medo controlado, pode ser de grande valia.

O medo, é o primeiro sentimento manifestado pelo ser humano, no acto do seu nascimento. Dependendo do nível de consciência alcançada, o acto de nascer, ou renascer, pode ser, ou não, marcado por um trauma que o condicionará para o resto da vida, produzindo atrasos e até mesmo bloqueios no seu desenvolvimento natural.

O acto de nascer, por si só, é violento, tanto a nível psicológico, como a nível físico, porque a diferença de um ambiente para o outro, é brutal e a capacidade do ser humano de processar e assimilar essa diferença, depende directamente do seu grau de consciência, que lhe permite transitar como se fosse algo “subtil”.

O ser humano é frágil, mas manifesta sentimentos poderosos, que podem servir para construir e para destruir.

O ser humano está classificado como sendo umas das espécies do Universo conhecido, que mais sentimentos produz e manifesta, sendo os mesmos, muito intensos e controladores. Digo controladores, porque o ser humano deixa-se controlar por eles. Deixa-se engolir pelo que ele próprio produz e manifesta e é isso que torna o ser humano instável, perigoso e imprevisível, tanto para ele mesmo, como para os outros, externos a ele.

O medo, é o sentimento mais intenso que o ser humano produziu até hoje. É mais poderoso que o sentimento de ódio. O medo alimenta até o mais denso dos seres e propaga-se facilmente por todos os planos mais densos, contaminando tudo e todos. O medo gera o caos e a desordem, tirando a capacidade de visão e raciocínio. Até um ser de alta frequência, num momento de fraqueza, pode ser contaminado. Por isso é importante controlar os sentimentos e não deixar que eles vos controlem.

Como em tudo, é preciso disciplina e auto disciplina.

No passado e ao longo da sua história registada, o ser humano utilizou esse sentimento como base de destruição em massa. Aquilo que o ser humano não conhece ou não compreende, o ser humano destrói. O acto de destruir, como primeiro impulso, está na sua natureza… é o lado mais sombrio de um ser que muito pode construir, utilizando apenas o seu pensamento.

Releiam a vossa história e vejam como o ser humano facilmente se deixou consumir pelos seus sentimentos, sendo o mais destrutivo, o medo. A tendência, infelizmente, ainda se mantém, pois parece que não aprenderam nada com os erros cometidos no vosso passado.

Para que compreendam melhor o que pretendo dizer com isto, procurem saber mais sobre os vossos sentimentos e sobre a vossa capacidade de os manifestar. Vocês procuram sempre conhecer o que está longe, quando deviam em primeiro lugar, aprender sobre vocês mesmos.

Acreditam que se conhecem?
O que sabem sobre a vossa própria consciência?
O que conhecem do vosso verdadeiro “Eu”?

Têm muito que aprender sobre vocês mesmos, antes de descobrirem a verdadeira dimensão do exterior.

O medo é nada mais, nada menos, do que a incompreensão do que vos rodeia. É a ausência do conhecimento.

O ser humano tem medo do que não conhece e bloqueia. Fica cego e facilmente é dominado, mas quem o domina, é ele mesmo.

Aprende e procura conhecer o desconhecido e isso fará com que o teu medo se dissipe, pois no momento em que o desconhecido passa a ser conhecido pelos seres, o medo, tal como o conheces, deixa de ter razão para existir.

O sentimento que outrora controlava, deixa de ser alimentado e deixa de alimentar. Desfragmenta-se e simplesmente desaparece, permitindo assim à consciência, libertar-se e contactar com a verdadeira realidade.

O ser humano passa finalmente a ver e o entendimento consciente acontece. O que existe para lá do horizonte passa a fazer parte do vosso conhecimento e do vosso Universo.

O sentimento de medo é constantemente utilizado como desculpa para o acto de matar o semelhante e tem sido assim utilizado desde o passado.

É isso que querem continuar a manifestar no vosso futuro?
É isso que querem manifestar para o Universo?
O que esperam alcançar com isso?

Esse acto só leva a uma conclusão final… a auto-destruição.

Utilizem os vossos sentimentos para construírem algo. O medo pode ser transformado e pode ser utilizado para algo positivo e útil para o vosso desenvolvimento. Pode ser utilizado para vos ajudar a expandir a vossa consciência.

Lembrem-se que tudo tem as duas polaridades. Cabe a vocês decidirem com qual delas querem trabalhar. Mais uma vez, é o vosso livre-arbítrio que vai definir o caminho, mas não se esqueçam do seguinte:

Todas as acções têm uma consequência e tudo o que é feito, propaga-se por todo o Universo através de ondas de frequência, que chegam a todo o lado. Assim sendo, a vossa consciência e tudo o que vocês emitem, torna-se aos olhos de outros, a vossa identificação e o vosso cartão de visita”.



Annael, Outubro de 2009

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Reflexão sobre a existência de civilizações tecnológicas, fora da Terra


Cada vez mais o ser humano tem vindo a questionar se está sozinho no Universo, ou se existem outras civilizações tecnológicas, cujo conhecimento lhes permita a deslocação entre sistemas estelares, independentemente das distâncias a percorrer.

Ao observarmos o céu nocturno, quando este se encontra limpo e sem qualquer tipo de “poluição luminosa”, ou nebulosidade, podemos observar milhares de estrelas, que se encontram a distâncias diferentes do nosso ponto de observação.

No Verão, altura do ano em que se pode observar as regiões mais centrais da galáxia, o que chama mais a nossa atenção, é a “mancha leitosa”, que contém a maior concentração de estrelas. Esta mancha é conhecida por nós como “Via Láctea”.

Já no Inverno, olhar para as estrelas, é o mesmo que observar a periferia da galáxia, que apesar de não ter tanta concentração de estrelas como na região central, contém á mesma, milhares de estrelas visíveis.

Assim, através da observação do céu nocturno, hábito humano já bem antigo, surgem questões pertinentes, que fazem parte da mente curiosa do ser humano:

· Será que existe outro tipo de vida?
· Será o grau de inteligência dessa vida, igual ou superior á nossa?
· Estaremos neste momento a ser observados por outras mentes curiosas?
· Será que essas mesmas mentes terão as mesmas questões sobre o Universo, tal como nós?
· Serão diferentes de nós ou serão parecidos?
· Serão benéficos para nós ou serão hostis?
· Em suma, haverá vida inteligente no Universo, tecnologicamente avançada, com capacidade de entrar em contacto connosco, ou com capacidade de virem até nós, presencialmente?

Segundo os conhecimentos adquiridos pela Astronomia, a nossa galáxia formou-se acerca de 14 bilhões de anos atrás e é classificada como sendo uma galáxia do tipo espiral (tem uma forma espiralada), composta por uma região central, um plano galáctico (onde estão os "braços" da espiral) e um halo esférico que a envolve por completo, tal como um campo aurico. Tem aproximadamente 100.000 anos-luz de diâmetro e uma espessura de 1000 anos-luz.

Ao todo, a nossa galáxia tem 140 milhões de estrelas, mais coisa, menos coisa, o que indica que o Sol e todo o nosso sistema solar, são apenas uma pequeníssima parte desta galáxia.

O nosso Sol, a estrela mais próxima a nós, situa-se a 28.000 anos-luz do centro da galáxia e a 20 anos-luz acima do plano galáctico e descreve órbitas circulares á volta do centro da Galáxia. Cada órbita tem uma duração de 220 milhões de anos e é feita à velocidade de 250 km/s e desde que o Sol se formou como estrela, já completou cerca de 20 órbitas.

O Universo que actualmente conseguimos ver, mede mais de 13 mil milhões de anos-luz. Um ano-luz é a distância que luz percorre durante um ano à incrível velocidade de 300 000 km/s. Um ano-luz equivale a 9 460 753 090 819 km.

Independentemente de oficialmente ser admitida ou não, a existência de civilizações avançadas exteriores á nossa, com outros conhecimentos, outras culturas e outros modos de vida, existem formas de cálculo, que nos dizem que não podemos ser os únicos seres inteligentes no Universo. Um bom exemplo disso mesmo, é o “Principio de Copérnico”.

Outro exemplo a ser referido, para nos ajudar a responder a estas questões, é a “Equação de Drake”, que basicamente é um meio de sistematizar o que nos é desconhecido. Na realidade, isto é estatistica e os números podem ser variados, dependendo da nossa crença ou visão do problema em questão. Utilizem os vossos números para chegarem a um resultado e reparem que mesmo sendo pessimistas, no final ficamos com algo mais do que o nosso planeta habitado:

Vamos então estimar o número de civilizações extraterrestres tecnologicamente avançadas, que poderiam povoar a nossa galáxia, utilizando a Equação de Drake:

N = R* fp ne fl fi fc L

Nesta expressão, as diferentes variáveis significam:

N – número de civilizações extraterrestres tecnologicamente avançadas
R* – taxa de formação de estrelas adequadas (estrelas rodeadas de um espaço habitável suficientemente vasto e com tempo de vida, que permita o desenvolvimento de vida inteligente)
fp – fracção dessas estrelas que possuem sistemas planetários
ne – número de planetas por sistema planetário com capacidade para permitir o aparecimento de vida
fl – fracção de planetas onde surge a vida
fi – fracção desses planetas onde se desenvolve vida inteligente
fc – fracção de planetas com vida inteligente e onde se desenvolvem civilizações com tecnologia que permita a comunicação
L – tempo de vida dessas civilizações com capacidade de comunicar

Actualmente a nossa Astronomia tem conhecimento da existência de planetas em órbita de algumas estrelas e a cada mês que passa, novos planetas são descobertos, mas ainda não se conhece concretamente o valor da fracção de estrelas que têm planetas. Se formos optimistas, teremos uma fracção de 1, que essencialmente diz que todas as estrelas têm planetas.

Qual o número de planetas por estrela, que seriam habitáveis?

Os planetas teriam que estar localizados a uma distância da sua estrela, que os permitisse ser nem muito quentes e nem muito frios.

No nosso sistema solar, há três planetas potencialmente habitáveis: Vénus, Marte e claro, a Terra. Algumas estrelas suportariam menos, ou possivelmente nenhum planeta habitável. Digamos que em média, apenas uma em cada dez estrelas com planetas, tem um planeta que poderia conter vida.

Agora temos a seguinte questão: Se a vida surge, tornar-se-á inteligente?

É uma questão difícil de se responder. A vida surgiu no nosso planeta à milhões de anos e os seres humanos surgiram à mais ou menos 100.000 anos. O ser humano desenvolveu inteligência.

Outra questão que surge: A vida inteligente inevitavelmente desenvolverá tecnologia?

Podemos argumentar para ambos os sentidos, mas vejam o caso da humanidade, que a dada altura passou a utilizar instrumentos de pedra, em vez de caçar à mão, por exemplo. Poderá uma criatura inteligente ser para sempre um caçador / colector, que utiliza ferramentas simples e rudimentares, independentemente das gerações que passarem? As ferramentas primitivas dos caçadores são tecnologia.

A humanidade desenvolveu tecnologia à muito pouco tempo, tendo em conta a sua existência que remonta até aos 100.000 anos. Se retermos a ideia de haver um número muito baixo de planetas que podem albergar vida e que podemos ser os únicos seres inteligentes existentes na nossa galáxia, então não nos devemos esquecer que existem muitas mais galáxias no Universo conhecido, do que o número de estrelas existentes na nossa galáxia. Assim sendo, mesmo que exista apenas um planeta por galáxia com capacidade de sustentar vida e dessa vida se tornar tecnologicamente avançada, ficamos com milhares de planetas habitados.

Considerações finais

Sem referir aqui o que as estatísticas nos dizem sobre o número possível de planetas habitados, sem referir os inúmeros avistamentos de OVNI’s anualmente relatados por todo o planeta e sem referir os testemunhos dos milhares de pessoas que apresentam evidências de terem sido abduzidas ou contactadas por extraterrestres, quero apenas chamar a atenção para o facto de que a humanidade não é dona do conhecimento.

A nossa galáxia fotografada a partir do Vale das Éguas, Serra da Estrela
Foto de Filipe da Veiga Ventura Alves

O ser humano, com toda a sua tecnologia e ciência, ainda não conhece na totalidade o planeta onde habita. Não conhece a totalidade da atmosfera do planeta e o que ela pode produzir e manifestar. Não conhece na totalidade o que existe nos continentes e nas suas florestas densas. Ainda nos dias de hoje, se descobrem novas espécies animais e vegetais. Não conhece na totalidade o que existe nos oceanos e mares. Não conhece na totalidade o que existe dentro da crosta terrestre. Não conhece na totalidade as funções do seu cérebro e por isso, continua a desenvolver estudos e experiências, para melhor o entender.

Na realidade, nós ainda nem conhecemos completamente o nosso sistema solar e ainda andamos á procura do nosso “elo perdido”.

Há muita coisa que ainda é desconhecida para o ser humano e que por isso é incompreendida, chegando em alguns casos a ser rejeitada devido aos preconceitos, aos dogmas e regras estabelecidas, entre outros factores.

Isto é referente apenas ao que existe perto de nós e que está mais acessível a nós do que o Universo, que está mais longe e ainda inacessível.

Tendo em conta o real conhecimento que nós, seres humanos modernos, temos actualmente sobre o nosso “mundo”, pergunto-vos o seguinte:

"Ainda não conhecem na totalidade o planeta onde habitam e julgam conhecer o Universo?”

É presunção da nossa parte, como civilização, acreditar que “estamos sós no Universo” e que o nosso planeta tenha sido o único ponto do Universo a desenvolver vida inteligente e que essa vida inteligente tenha desenvolvido tecnologia.

“Se estivermos sozinhos, então parece-me um terrível desperdício de espaço”.
Frase de Carl Sagan


Yavith