sábado, 25 de abril de 2009

Sistemas binários e a lenda de Sírius



Os sistemas binários e múltiplos são comuns no Universo. A formação estelar resulta em sistemas múltiplos tanto como em estrelas individuais, tal como o Sol, de acordo com as observações. As estrelas dos sistemas múltiplos orbitam-se mutuamente, e movem-se em torno do seu centro de massa, devido à interacção gravitacional, um efeito que pode ser observado nas mudanças das suas posições relativas e velocidades radiais, e estão mais ou menos à mesma distância do Sistema Solar.

Os sistemas binários no qual as estrelas orbitam um ponto comum são então chamados binários visuais. Em outros casos, a única indicação de binaridade é obtida através do desvio de Doppler das linhas espectrais. Estes sistemas, conhecidos como binários espectroscópicos, consistem de relativamente próximos pares estelares cujo plano orbital se encontra substancialmente inclinado em relação ao plano da esfera celeste, tal que as linhas espectrais de ambas as estrelas são vistas a mudar regularmente para o azul e depois para o vermelho, à medida que orbitam para frente e para trás. Se o plano orbital for quase perpendicular ao plano da esfera celeste, para duas estrelas se ocultarem mutuamente regularmente, temos um binário eclipsante.

Os cientistas também descobriram que algumas estrelas parecem orbitar um espaço vazio. Os binários astrométricos, por exemplo, são estrelas relativamente próximas vistas a oscilar em torno de um ponto, sem companheira visível. Com alguns binários espectroscópicos, existe apenas um conjunto de linhas a mover-se. Os mesmos argumentos para binários vulgares podem ser usados para medir a massa da companheira. Esta pode ser muito ténue, actualmente indetectável ou perdida no brilho da estrela primária, ou até pode ser um objecto que não brilha no visível, tal como uma estrela de neutrões. Por vezes, as provas indicam fortemente a presença de um buraco negro.

Dado que a maioria das estrelas habitam em sistemas binários, estes são particularmente importantes para o conhecimento dos processos pelo qual as estrelas se formam. Em particular, o período e massas do binário pode dizer-nos o momento angular do sistema. Dado que o momento angular é uma quantidade conservada na Física, os binários proporcionam-nos pistas importantes acerca das condições iniciais aquando da formação das estrelas.

Os sistemas binários são estáveis na ausência de influência por forças externas.

Sírius, sistema binário ou triplo

Sirius é a estrela mais interessante da constelação de Cão Maior e é também a mais luminosa vista da Terra, por se encontrar apenas a 8,6 anos-luz do nosso sistema solar.

A estrela era conhecida pelos antigos astrónomos egípcios, assim como a sua companheira menor, Sirius B. Contudo, a Sirius B, uma estrela do tipo “anã branca”, só foi identificada pelos astrónomos ocidentais há pouco tempo. A sua existência foi comprovada pela primeira vez por F.W. Bessel em 1844, em Konigsberg, na Alemanha.

Provável relação com a tradição Egípcia: Amma = Amon, Sírius = Isis

A tribo Dogon, do Mali, que vive numa remota região do interior da África oriental, é composta por apenas 200 mil pessoas. A sua maioria vive em aldeias penduradas nas escarpas de Bandiagara, a leste do Rio Niger, mas não pode ser classificada como “primitiva”, porque possui um estilo de vida muito complexo.
Os Dogons têm um conhecimento muito preciso do sistema estelar de Sirius e dos seus períodos orbitais. Os sacerdotes Dogons, dizem que sabem desses detalhes, que aparentemente são transmitidos oralmente e de forma secreta, há séculos antes dos astrónomos.

Para a tribo, toda a criação está vinculada à estrela a que chamam de Po Tolo, que significa “estrela semente”. Esse nome vem da minúscula semente chamada de Fonio, que na botânica é conhecida como Digitaria exilis. Com a diminuta semente, os Dogons referem-se ao início de todas as coisas. De acordo com os Dogons, a criação começou nessa estrela, qualificada pela astronomia como “anã branca”, e que os astrónomos modernos chamam de Sirius B, a companheira menos brilhante de Sirius A, da constelação Cão Maior.

A tribo descreve que as órbitas compartilhadas de Sirius A e de Sirius B formam uma elipse, com Sirius A localizada num dos seus focos, uma ideia que a astronomia ocidental só levou em conta no início do século XVII, quando Johannes Kepler propôs que os corpos celestes se movimentavam em círculos perfeitos.
Os Dogons também dizem que Sirius B demora 50 anos para completar uma órbita em volta de Sirius A, a astronomia moderna estabeleceu que o seu período orbital é de 50,4 anos.

O que se torna realmente assustador é o conhecimento que dizem ter de um terceiro astro do sistema Sirius, ainda não descoberto pelos astrónomos. Os Dogons chamam a este terceiro corpo de Emme Ya ou “Mulher Sorgo” (um cereal) e dizem que é uma estrela pequena com apenas um planeta na sua órbita, ou um grande planeta com um grande satélite.

Os investigadores afirmam que os conhecimentos do sistema Sirius dos Dogons, possuem milhares de anos de idade e podem ter a seu favor os factos históricos.
Supõe-se que a tribo do Mali descende remotamente dos gregos, que colonizaram a parte da África que actualmente constitui a Líbia. Os gregos “expatriados” poderiam ter adquirido alguns conhecimentos dos seus vizinhos, os antigos egícios.’
A forma como os Dogons adquiriram conhecimentos astronómicos continua sem respostas. No entanto, a tribo africana explica os seus conhecimentos astronómicos do sistema Sirius de uma forma muito simples: os seus antepassados adquiriram-nos de visitantes anfíbios extraterrestres, chamados por eles de “Nommos”, provenientes da estrela Po Tolo (Sirius B). As descrições que os Dogons fazem são muito precisas.

Contam que a flutuar num ovo dourado, veio Amma e criou a Terra. Os Nommos, designados também de “mestres” foram enviados á Terra por Amma, numa nave que girava a grande velocidade quando descia e que fazia um barulho tão forte como o de o rugido do vento. Também dizem que a máquina voadora aterrou como se fosse uma pedra na superfície da água, semeando a terra como se “jorrase sangue”. Alguns estudiosos dizem que, na língua Dogon, isso se assemelha ao “escape de um foguetão”.
Os Dogons também falam que pode ser interpretado como a “nave mãe” colocada em órbita. Isso não é tão estranho quanto parece: a Apolo ficou em órbita lunar enquanto o módulo descia para fazer a primeira alunagem em Julho de 1969.
Os Dogons acreditam que deuses (Nommos) vieram de um planeta do sistema Sirius, há cinco ou seis mil anos atrás. Na linguagem Dogon, Nommos significa “associado à água... bebendo o essencial”.

Segundo a lenda, os anfíbios Nommos viviam na água e os Dogons referem-se a eles como “senhores da água”. A arte Dogon, mostra sempre os Nommos parte humanos, parte répteis. Lembram o semideus anfíbio Oannes dos relatos babilónios e o seu equivalente sumério Enki. Os textos religiosos de muitos povos antigos referem-se aos pais das suas civilizações como seres procedentes de um lugar diferente da Terra. Colectivamente, isso é interpretado por algumas pessoas como a prova da existência de vida extraterrestre que estabeleceu contacto com o nosso planeta num passado distante.

Outras culturas, outras lendas... a mesma história

Segundo o “mistério de Agarthi”, tradição indu, no centro de um mar interno da Ásia central, agora extinto (provável Deserto de Gobi), teria surgido uma magnífica ilha “habitada pelos homens vindos da Estrela Branca”, que teriam levado os povos da região ao caminho da civilização.

De acordo com o Livro de Dzian, um "navio do céu" teria aterrissado na ilha em 18.617.841 ªC. (número discutível). Iniciaram uma colonização, construindo muitas galerias, entre outras coisas.

Considerando que a “Estrela Branca” seja Sírius, cria-se sentido e as peças encaixam-se. Em ambos os casos, eles vieram para colonizar ou ajudar os seres humanos, nativos do planeta Terra.

Arqueólogos chineses que pesquisam uma região montanhosa cheia de cavernas, Baiam-Kara-Ula, localizada na fronteira entre a China e o Tibete, t~em vindo a encontrar há já mais de meio século, estranhos discos de pedra, cobertos com signos ignorados, desenhos e hieróglifos.

O texto do prof. Tsum, diz que seres procedentes do sistema estelar de Sírius visitaram o nosso planeta em várias ocasiões em tempos pré-históricos, pois haviam sido obrigados a empreender um êxodo interestelar devido a um conflito no seu planeta de origem. Prepararam 20 expedições. Uma das naves enviadas de Sírius visitou 13 planetas diferentes sem encontrar seres vivos. Só o terceiro planeta do Sistema Solar estava habitado. Os discos retratam essa peregrinação.

Annael, sobre o qual podem ler noutros artigos deste blogue, descreveu-me em varias ocasiões, que a sua civilização, cuja origem é Sírius, visitou a Terra por diversas vezes, mantendo contactos com os seres humanos. Annael também me falou como eles têm vindo a acompanhar o crescimento e evolução desta "colónia".

Sírius está presente em muitas lendas e histórias das varias culturas terrestres. Contam a mesma história, mas por palavras diferentes e designações diferentes.

Yavith

1 comentário:

  1. Um texto interessante. Nós temos muitas culturas diferentes... muitos povos, muitas culturas e o interssante é haver varias culturas que não se conheceram, que relatam histórias identicas de seres mais evoluidos que no passado visitaram a Terra, tendo como sua origem, Sirios, uma estrela que desde a antiguidade, tem um peso importante na nossa história.

    As estrelas desde cedo nos guiam á noite...

    Parabéns por ter conseguido fazer referencia a tudo isso.

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