terça-feira, 14 de abril de 2009

Sobre o Conselho de Sírius


O espaço do Conselho é um salão muito amplo, com um tecto muito alto, do qual se projectam vários focos de luz amarela, muito brilhante e “quente”, que abrem em cone e são activados automaticamente, apenas quando os membros do conselho estão presentes.

Cada membro é iluminado individualmente, como se cada foco representasse um indivíduo, que ao todo são 24, incluindo Annael, meu representante e mentor.

O chão é escuro, quase preto com uns brilhos incrustados, parecendo estrelas brancas com reflexos azuis, que brilham á medida que nos deslocamos por ele.

A iluminação do espaço é escassa, dando um ar sombrio ao ambiente em geral, mas em contrapartida, a imensidão do salão, confere-lhe uma sensação de grandiosidade e respeito.

As paredes, também elas escuras, não são verticais. Elas abrem num ângulo dando origem em alçado, a uma forma geométrica e sem qualquer tipo de arestas rectas, semelhante a um diamante que reflecte a luz amarela que vem de cima.

O centro do tecto tem uma zona horizontal e circular, de onde sai o foco de luz central. À sua volta, também em círculo, estão configurados os outros focos mais pequenos.

O salão em si tem uma energia vibracional de alta-frequência muito elevada, que em parte está relacionada com a configuração geométrica do espaço, os materiais usados em toda a estrutura e com a presença destas entidades, segundo explicação de Annael, bem como pela presença de um portal, por eles ali construído.

Por vezes é tão forte que parece nos esmagar contra o chão.

O nosso corpo precisa sempre dos primeiros momentos de contacto para se habituar a esta força, subindo de frequência. É a única maneira de se entrar em equilíbrio com esta força imensa. Por isso também é necessário termos o controlo sobre nós mesmos e ter a capacidade e conhecimento de controlar a nossa frequência e estado vibracional, sempre que necessário.

“Daqui também podemos aceder ao Universo e percorrer distâncias com destinos longínquos em segundos ou menos, pois um portal foi aqui criado e só o utilizamos quando se torna necessário por motivos de instrução. A aprendizagem também tem o seu lugar aqui, quando o conselho não está presente e quando existe autorização e necessidade para tal.”

Por norma, fico sempre no centro, bem por baixo do foco central e os outros, á minha volta, dispostos em círculo, banhados pelos outros focos.

Annael fica sempre posicionado atrás de mim (ás 16h, exemplo de relógio), os membros mais antigos ficam á minha frente, os restantes ocupam as posições que faltam nas laterais e todos nós ficamos em pé, pois ali não existe mobiliário.

Periodicamente Annael acompanha-me a este local para passar por uma espécie de avaliação e observação do meu desenvolvimento e estado e durante o processo, apenas Annael fala comigo, dando-me indicações do que se passa ou do que devo fazer, quando e como.

Quando a luz me ilumina, sinto o seu calor e uma espécie de conforto, mas ao mesmo tempo sinto que através dela, todos têm acesso a toda a minha existência, como se me transformasse num livro que eles podem consultar e folhear á vontade, conforme pretendem, tendo em conta a informação que buscam. É como se estivesse nua perante estas entidades imponentes, que falam entre si e com Annael, num idioma que não entendo.

Nunca me olham directamente nos olhos, não me deixam ver as suas caras e não se dirigem directamente a mim, o que faz com que me sinta um ser inferior e fraco… cuja sorte fica ali á mercê das suas conclusões e dos seus objectivos.

Sei que Annael defende-me… em parte é esse o seu papel ali, como se fosse o meu advogado de defesa. Entendo o que ele lhes transmite, pois ambos mantemos durante todo o processo, uma ligação telepática directa, não acessível aos outros.

Sei que por vezes não atinjo o objectivo desejado e por não compreender certas coisas, por vezes o que faço é errado, o que acaba por me prejudicar, estragando assim o processo de desenvolvimento e aprendizagem, no qual me encontro, tendo que repetir tudo de novo.

Se o conselho pressiona Annael nesse sentido, Annael pressiona-me a mim, chamando-me á atenção. Aqui é importante passar novamente pela experiência de modo a entender o que se passou, pois na prática reside a parte fundamental da aprendizagem que sem o entendimento e compreensão, não pode existir.

Tomei consciência deste Conselho em 2004, através de Annael e depois disso estive lá várias vezes, por vários motivos.

Só no passado dia 18 de Fevereiro deste ano (2008) um dos mais velhos, ao passar por mim quando todos se dirigiam para a saída, num acto de cumprimento em movimentos lentos, retirou para trás o manto ou capuz, baixou ligeiramente a cabeça e sempre a olhar directo nos meus olhos, permitiu-me ver a sua face. Não proferiu nenhuma palavra ou som… tudo foi feito silenciosamente e pausadamente.

A primeira vez que vi a cara de Annael em 2004, também foi assim, apesar dele me ter indicado que me tem vindo a acompanhar desde o início da vida.

Acho que é uma forma de cumprimento, de mostrar respeito e de nos indicar que os procedimentos vão mudar.

Defino agora o “Conselho”, como o “Conselho de Sírius”, pois ao ver a cara desta entidade, pude constatar que á semelhança de Annael, também ele tem uma pedra negra em forma de losango, ao nível do “3º olho”, e as mesmas características faciais, com a diferença de que esta entidade aparenta ser bem mais velha que Annael. As suas rugas na testa são evidentes e o branco do seu cabelo também.

Tal como Annael, todos vestem um manto branco comprido que cobre os pés e trazem a cabeça coberta com o capuz. O seu andar é gracioso e equilibrado e os seus movimentos são lentos e pausados. Parecem flutuar quando caminham.

A sua existência aparenta ser bem mais antiga que a existência do “povo da Terra” e sinto que são detentores de um vasto conhecimento. Conhecimento esse, adquirido ao longo de milénios de evolução e transmitido de geração em geração, que por sua vez, adquire o seu próprio conhecimento e o transmite á geração futura.

Também são detentores de conhecimentos adquiridos através da interacção com outras civilizações, também elas muito antigas.

A evolução, segundo Annael, não passa só pela tecnologia. Passa principalmente pelo espiritual ou consciência de um povo, como um todo. É através do interior do indivíduo que se mede o seu estado evolucionário.

A tecnologia para estes seres, está em segundo plano.

Faz parte da sua civilização, parte do seu conhecimento, mas não é o mais importante.

Yavith

1 comentário:

  1. Sempre se ouviu falar na existencia desse tipo de Conselhos, os quais eram formados por uma colectividade de seres, cada um representando uma facção ou uma hierarquia...

    Será por isso que os povos da antiguidade formavam Conselhos? Hoje em dia podemos dizer que o nosso Conselho é a Assembleia da Republica, pois é lá que se juntam os representantes dos varios partidos (hierarquias).

    Acho que a existencia de Conselhos é tipico das civilizações desenvolvidas.

    Gostei de ler sobre este Conselho de Sirius.

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