terça-feira, 12 de maio de 2009

Acontecimento nocturno inesperado

O relato que se segue, nunca foi divulgado. Apenas contei o que se passou a alguns amigos meus e á minha mãe, que me tem acompanhado e me dado apoio e força para continuar.

No início do mês de Abril de 2008, vivi uma experiência muito forte, pois foi a primeira vez que tive consciência da existência da entidade que vou descrever a seguir.

Acordei durante a noite a sentir alguém no quarto, perto da minha cama, ao lado esquerdo. Quando levantei a cabeça e abri bem os olhos, deparei-me com uma entidade bastante alta e esguia, de cor clara, que estava sem se mexer a olhar para mim. Esta entidade estava ao lado da cama, perto dos pés, em frente á porta que dá acesso á marquise.

Assustei-me e levantei-me muito depressa pelo lado oposto da cama e fiquei de pé, junto á porta que dá acesso ao corredor (o quarto tem duas portas).
Por momentos, ficámos os dois parados a olhar um para o outro… ele era realmente alto e a sua pele era bem clara, de tom amarelado.

Encostei-me à porta para me afastar mais dele e pude sentir as minhas costas a fazerem pressão na superfície da madeira. Sentia medo e ao mesmo tempo vontade de ficar ali a observar aquela entidade, que para mim era uma novidade.

Comecei a ouvir a voz dele dentro da minha mente. Dizia-me para não ter medo, que não me faria mal, nem me ia acontecer nada que me pudesse magoar fisicamente. Perguntei-lhe quem era e o que fazia ali, mas não obtive resposta.

Nesse momento, o meu quarto foi iluminado por uma luz amarelada, bem forte, que me transmitia uma sensação física agradável. "Calor" e "conforto", foram as palavras que na altura me surgiram na mente para descrever a mim mesma o que sentia com aquela luz.

Não se ouvia nenhum som exterior. Nem os meus animais se manifestaram.

Parecia que tudo tinha ficado suspenso no tempo… uma “alteração a nível energético e temporal”, pensei. Nesse momento oiço a voz dele dentro da minha mente a dizer:

“Exacto! Já conheces o mecanismo e os procedimentos. Agora vamos!”

Ao terminar a frase, moveu bruscamente o braço esquerdo, num gesto circular e para cima. Esse movimento repentino assustou-me, pois não estava á espera que ele tivesse aquela reacção física.

Ao perceber o meu susto momentâneo, olhou para mim, transmitindo-me através do olhar uma sensação de calma e ao mesmo tempo, de confiança e começamos os dois a flutuar. Foi mesmo isso que senti fisicamente! Flutuar na vertical em movimentos lentos e suaves, quase ondulatórios. A sensação mais próxima é a que sentimos quando estamos no mar a boiar ao “sabor” da ondulação da água. Os meus braços moviam-se assim e uma sensação de frescura percorreu toda a minha pele… dos pés, onde iniciou, até ao crânio. Parecia que sentia toda a minha pele, principalmente na zona abdominal, axilas e omoplatas.

Era relaxante sentir isso, apesar de me sentir ansiosa e parecer que o meu coração ia sair do peito a qualquer momento.

Olhei para ele de novo, tentando decorar todos os pormenores físicos e anatómicos do corpo dele: altura, cor e textura da pele, todo o sistema muscular e como ele assentava sobre o esqueleto, forma da cabeça, olhos, movimentos, etc. Dediquei mais atenção nos ombros dele e peito, pois era tão familiar, apesar de não saber o porquê.

A dada altura, comecei a ver dentro da pele, os ligamentos, os músculos e alguns ossos.

Quando ele se apercebeu da minha atenção e concentração, moveu-se novamente de modo brusco e intenso, o que me assustou de novo e perdi a minha visão. Senti o meu corpo a ter um espasmo e comecei a ver tudo turvo e lento.

Quando recuperei o meu estado normal, já não me encontrava no quarto. Estava noutro local acompanhada ainda por ele, que se mantinha sempre á minha frente, a uma distância de metro e meio, mais ou menos.

Parecia ser uma sala médica, iluminada de um lado com uma luz amarelada e no outro com uma luz branca e difusa… tentei decorar o máximo que conseguia… todos os pormenores, cores, dimensões, formas, etc.

Reparei que estranhamente, tanto eu como ele, estávamos acima do chão, como se estivéssemos a descer lentamente naquela sala, vindos sei lá de onde.

Reparei que o chão daquela sala era de cor cinzento claro, que reflectia a luz do ambiente em volta e alguns reflexos do escasso mobiliário que havia.
As paredes eram quase brancas, pareciam ser luminosas. Não havia arestas rectas… eram ligeiramente arredondadas, como que polidas.

Havia uma marquesa de metal, de cor cinzento claro mate e ao lado dela estavam outras duas entidades, desta vez de pele cinzenta, de tom claro, os quais senti que estavam á nossa espera. Estavam parados… como que em “stand-by”.

O meu primeiro pensamento quando os vi, foi “parecem golfinhos! A pele parece ser de golfinho!”

Neste momento tomei consciência da marquesa e do que ela para mim significava. Fiquei ansiosa e com receio, o que fez com que a entidade que estava comigo me tentasse acalmar.

Começou por fazer movimentos repentinos com o braço esquerdo, focando a minha atenção nele, enquanto descia sobre a marquesa. Senti novamente vontade de me concentrar nele, decorando toda a sua fisionomia física. Lembrei-me de um amigo meu, devido a um relato que ele me fez, de uma entidade semelhante aquela que tinha á minha frente e o meu pensamento foi para ele:

“Amanhã tenho que me recordar de tudo ao pormenor, pois tenho que lhe contar, para ver se ele reconhece esta entidade alta. Tenho que o desenhar a cores com todos os pormenores e mostrar a ele. Não me posso esquecer.”

Novamente a entidade fez movimentos bruscos, desta vez com ambos os braços e mais uma vez perdi a concentração com o susto.

Começou então a explicação do que se passava em volta:

“Não te assustes porque não te quero mal. Não te vamos fazer mal… sabes disso muito bem. Estás numa sala especial para continuares o teu tratamento e calibragem. Eles não te vão magoar fisicamente. Vão apenas trabalhar com a tua mente e a tua energia. Precisamos entender como funcionas e porque bloqueias os comandos que te são dados e enviados. Precisamos saber o que tens de diferente e que alterações recebeste. Temos que descobrir como se processa a tua mente. É importante.”

Neste momento desci sobre a marquesa.

Senti a sua superfície fria a tocar-me no corpo. Parecia que se moldava à medida que o meu corpo ia entrando em contacto com a sua superfície, que por sinal era confortável, apesar da sua baixa temperatura.

Uma luz intensa avançou para a minha cara e vi tudo difuso…sem forma concreta. Virei a cara para o lado e vi o que parecia ser uma máquina com muitos fios e um ecrã iluminado. Não consegui perceber concretamente o que continha.

Percebi que não tinha roupa… o meu pijama tinha desaparecido. Deixei-me estar quieta com o pensamento concentrado no objectivo que me tinha imposto a mim mesma: não deixar que me fizessem esquecer e no dia seguinte contar ao meu amigo e registar tudo em papel.

Tudo se desvaneceu naquele momento e os sons pareceram ficar longínquos.

Quando voltei a perceber as imagens do que se passava á minha volta, já estava de novo no meu quarto, de pé, de pijama vestido e com a entidade amarelada, no outro lado da cama…tal como acontecera no início.

A voz dele entrou de novo na minha mente e o olhar dele acalmou-me. Fez um gesto com o braço e disse-me que já me podia deitar e que “o trabalho desta noite já está feito, mas será necessário voltar mais vezes”. Disse-me também que não me voltava a tentar bloquear as imagens e a minha mente e que eu teria que aprender a lidar com isso.

Informou-me que iriam ocorrer alterações a partir dali e que terei muito que aprender. Que os procedimentos alteraram e que terei de lidar com as consequências.

Deitei-me lentamente, sempre a olhar para ele. Quando me tapei, ele fez um gesto simples com a mão esquerda e simplesmente a sua imagem desvaneceu-se numa espécie de vapor acinzentado que se movia em ondas e por camadas. Umas mais espessas e outras mais translúcidas.

Virei-me para o lado oposto, tapei a cabeça e o ouvido e “estupidamente” deixei-me adormecer, acordando apenas na manhã seguinte, com tudo isto bem gravado na memória.

Digo “estupidamente” porque pareceu-me que algo exterior a mim me induziu o sono naquele momento exacto.

Uma semana antes desta experiência, estive no Conselho com Annael e com outras entidades. Uma dessas entidades falou comigo, facto que achei estranho, porque durante a conversa ele me disse que os procedimentos comigo iam ser alterados e que eu iria ter que aprender muito, que teria que aprender a gerir internamente as novas situações.

Essa entidade parecia ter rugas na testa, tinha um ar austero, seguro de si, mas ao mesmo tempo parecia ser paternal e protector.

O que senti dele foi que ele exercia a função de instrutor e que exercia uma certa chefia em relação a outros que lá estavam naquela altura, incluindo em relação a mim.

Cada vez que ele me olhava nos olhos, via imagens que ele me transmitia.

Numa delas vi-o alterar de forma física. Parecia assumir a forma de uma iguana bípede, de pele clara e olhos azuis. O meu primeiro pensamento foi: “agora entendo porque sinto fascínio pela forma física das iguanas.” (Iguana verde comum).

No dia seguinte, de manhã, fiz um desenho aproximado dele.

Tudo isto deixou-me na época em que aconteceram, num estado de ansiedade elevada, que se prolongou pelos dias seguintes e que permanece vivo na memória consciente até aos dias de hoje, pois sei que o que relatei aqui foi bem real e físico. Aconteceu comigo, da mesma forma que acredito já ter acontecido com outras pessoas, pois isto é algo que envolve muita gente. Como se a existência da humanidade estivesse em causa.

Claro que não tenho meios de provar que isto de facto aconteceu e que não foi sonho ou algo semelhante. É isso que torna tudo isto injusto para mim, pois não o posso partilhar com todos, como gostaria de o fazer. Assim sendo, utilizo esta ferramenta, que acredito ser útil na divulgação e partilha de algo que nos envolve a todos.

Cada vez mais me convenço que a humanidade precisa acordar para certas situações que fogem ao “convencional”. Cada vez mais acredito que urge a necessidade de abertura e expansão da consciência humana, pois a determinada altura, a humanidade em geral será confrontada com eventos que estão ainda muito além da sua compreensão e entendimento, para não falar da sua capacidade de aceitação e assimilação.

Mesmo que recusemos esta realidade e estes acontecimentos, estamos todos directamente envolvidos, pois isto afecta-nos a todos a nível global.

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