terça-feira, 9 de junho de 2009

Estaremos sós aqui?

Duncan Forgan, um astrofísico da Universidade de Edimburgo, na Escócia, não tem dúvidas de que há vida inteligente noutros planetas, mas vai ainda mais longe. Os seus cálculos permitiram-lhe concluir que essas civilizações inteligentes poderiam estar presentes em 38 mil planetas.

A descoberta de mais de 330 planetas fora do nosso sistema solar nos últimos anos, ajudou a redefinir o provável número de planetas habitados por alguma forma de vida.

Num artigo publicado na revista especializada, a "International Journal of Astrobiology", Forgan diz que no entanto, é muito pouco provável que seja estabelecido qualquer contacto com vida alienígena. Aqui entra a desinformação e a manutenção das nossas "palas dos olhos".

Neste artigo, segundo noticia da BBC, o cientista explica que criou uma simulação de uma galáxia parecida com a nossa, permitindo que ela desenvolvesse sistemas solares baseados no que se conhece a partir da existência dos planetas fora do nosso sistema solar, os chamados exoplanetas. É preciso relembrar que ainda não temos conhecimento suficiente para simular nada com segurança... ainda simulamos, com base nas nossas crenças individuais.

Esses mundos alienígenas simulados foram então submetidos a três cenários diferentes. O primeiro cenário parte da premissa de que o surgimento da vida é difícil, mas a sua evolução é fácil. Neste caso, haveria 361 civilizações inteligentes na galáxia.

A segunda, parte do princípio de que a vida pode surgir facilmente, mas a sua evolução para vida inteligente seria difícil. Nessas condições, a estimativa é de que haveria 31.513 outros planetas com alguma forma de vida.

O terceiro caso, examina a possibilidade de que a vida poderia ter passado de um planeta para outro durante colisões de asteróides... uma teoria popular de como a vida surgiu na Terra. Neste caso, a estimativa é de que haveria 37.964 civilizações inteligentes.

Segundo um artigo que a BBC publicou, até o director do observatório astronómico do Vaticano, o padre José Gabriel Funes, jesuíta argentino de 45 anos de idade, afirmou que Deus pode ter criado seres inteligentes noutros planetas, tal como criou o Universo e os homens da Terra:

"Como existem diversas criaturas na Terra, poderiam existir também outros seres inteligentes, criados por Deus. Isso não contradiz a nossa fé, porque não podemos colocar limites à liberdade criadora de Deus".

Numa entrevista ao jornal L'Osservatore Romanodo, o padre Funes cita São Francisco, ao dizer que "os possíveis habitantes de outros planetas devem ser considerados como nossos irmãos".

Na opinião deste astrónomo do Vaticano, podem haver seres semelhantes a nós ou até mais evoluídos. "É possível que existam. O universo é formado por 100 bilhões de galáxias, cada uma composta por 100 bilhões de estrelas, muitas delas ou quase todas poderiam ter planetas. Como podemos excluir que a vida tenha se desenvolvido também noutro lugar? Há um ramo da astronomia, a astrobiologia, que estuda justamente este aspecto e já fez muitos progressos nos últimos anos."

Hoje em dia, uma pessoa que lute pela ideia da existencia de seres extraterrestres inteligentes e até mais avançados do que nós, em vários níveis, por mais evidências que apresente e até mesmo provas documentais, é quase de imediato apelidado de louco, desiquilibrado, etc. É considerado desenquadrado da sociedade... um proscrito.

Faz-me lembrar um dos episódios mais célebres envolvendo a Igreja Católica e a ciência. Ocorreu ainda no século XVII, quando o astrónomo italiano Galileu Galilei proclamou que a Terra girava em torno do sol. A proposição de Galileu chocava-se com a visão da igreja e da sociedade em geral, para quem a Terra era o centro do Universo.

A constatação do cientista gerou polémica nos círculos religiosos e fez com que a igreja lhe desse um ultimato: ou ele se retratava ou seria julgado pelo tribunal da Inquisição e seria queimado na figueira. Melhor um homem de ciências convicto das suas ideias, mas calado e vivo, do que um teimoso morto, teria pensado Galileu. Resultado, o astrónomo renegou a sua teoria e salvou-se da fogueira. Todos ficaram contentes e felizes, mas também mantiveram-se na ignorancia, privando assim, as gerações futuras do verdadeiro conhecimento. Claro que a verdade acabou por vir ao de cima, como é inevitável. Hoje todos sabem que a Terra não é o centro do Universo.

Edgar Mitchell, antigo tripulante da expedição lunar Apollo 14, afirmou recentemente que o Governo americano estava a esconder a verdade sobre a existência de vida extraterrestre.

"Na minha opinião, o nosso destino é fazer parte da comunidade planetária. Devemos estar preparados para sairmos do nosso planeta e do sistema solar e descobrir o que realmente se passa do outro lado".

Não é a primeira vez que este ex-astronauta faz afirmações deste tipo. Já na década de 1990 dizia que "90 % dos milhares de avistamentos de OVNI´s são visitantes de outros planetas". Fundou também uma organização sem fins lucrativos, o Instituto de Ciências Noéticas, para financiar e estudar áreas "fora do âmbito normal da ciência", como o habitualmente chamado "paranormal" (ver em http://www.noetic.org/about/history.cfm).

Pessoalmente e tendo como base as minhas próprias experiências e conhecimento adquirido dessas vivencias, acredito que a verdade já esteve mais longe de ser revelada. Acredito que em breve a humanidade em geral irá ter consciência que não estamos sozinhos e que a Terra não é o único local do Universo a albergar vida inteligente. Além disso, também acredito que a humanidade irá descobrir que não é a única inteligencia tecnologicamente desenvolvida, a habitar este planeta e que constantemente somos "visitados".

Tudo tem um propósito e uma altura para acontecer...

2 comentários:

  1. Já são varias pessoas que trabalharam ou ainda trabalham com o governo americano e não só, que fazem esse tipo de revelação, ou seja, são pessoas que ocuparam ou que ainda ocupam determinados cargos, em determinadas entidades governamentais e que tiveram acesso a informação secreta, relacionada com investigações e casos relacionados com a existência, avistamentos ou até mesmo, contactos, com outras civilizações, sejam elas de origem extraterrestre, sejam elas de origem terrestre.

    Acho piada ao facto de ainda haver trabalhos de pesquisa realizados por grupos de cientistas, que pretendem insinuar que a vida que poderá existir no Universo, é vida que ainda está no inicio do desenvolvimento.

    Engraçado que nos dias de hoje, esses cientistas dizem que se houver vida, não é inteligente e que essa vida ainda está na fase de bactéria... até dão o exemplo dos "extremófilos".

    Porque custa assim tanto assumir que a humanidade não é a única forma de vida inteligente, com tecnologia e sociedade organizada?

    Porque ainda se continua a dizer que nós somos o "centro do Universo", no que diz respeito ao nosso estágio evolucionário? Somos assim tão egocentricos?

    O que nos vale é que ainda vão aparecendo pessoas de conhecimento que nos vão dando a conhecer as evidencias que indicam realmente que "não estamos sós" e que já fomos e continuamos a ser visitados e contactados por seres que os governos insistem em dizer que "não existem".

    Gothel

    ResponderEliminar
  2. Gostei muito de ler este texto.

    Anu

    ResponderEliminar