sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Um ensinamento sobre o medo

“O medo descontrolado pode cegar, mas o medo controlado, pode ser de grande valia.

O medo, é o primeiro sentimento manifestado pelo ser humano, no acto do seu nascimento. Dependendo do nível de consciência alcançada, o acto de nascer, ou renascer, pode ser, ou não, marcado por um trauma que o condicionará para o resto da vida, produzindo atrasos e até mesmo bloqueios no seu desenvolvimento natural.

O acto de nascer, por si só, é violento, tanto a nível psicológico, como a nível físico, porque a diferença de um ambiente para o outro, é brutal e a capacidade do ser humano de processar e assimilar essa diferença, depende directamente do seu grau de consciência, que lhe permite transitar como se fosse algo “subtil”.

O ser humano é frágil, mas manifesta sentimentos poderosos, que podem servir para construir e para destruir.

O ser humano está classificado como sendo umas das espécies do Universo conhecido, que mais sentimentos produz e manifesta, sendo os mesmos, muito intensos e controladores. Digo controladores, porque o ser humano deixa-se controlar por eles. Deixa-se engolir pelo que ele próprio produz e manifesta e é isso que torna o ser humano instável, perigoso e imprevisível, tanto para ele mesmo, como para os outros, externos a ele.

O medo, é o sentimento mais intenso que o ser humano produziu até hoje. É mais poderoso que o sentimento de ódio. O medo alimenta até o mais denso dos seres e propaga-se facilmente por todos os planos mais densos, contaminando tudo e todos. O medo gera o caos e a desordem, tirando a capacidade de visão e raciocínio. Até um ser de alta frequência, num momento de fraqueza, pode ser contaminado. Por isso é importante controlar os sentimentos e não deixar que eles vos controlem.

Como em tudo, é preciso disciplina e auto disciplina.

No passado e ao longo da sua história registada, o ser humano utilizou esse sentimento como base de destruição em massa. Aquilo que o ser humano não conhece ou não compreende, o ser humano destrói. O acto de destruir, como primeiro impulso, está na sua natureza… é o lado mais sombrio de um ser que muito pode construir, utilizando apenas o seu pensamento.

Releiam a vossa história e vejam como o ser humano facilmente se deixou consumir pelos seus sentimentos, sendo o mais destrutivo, o medo. A tendência, infelizmente, ainda se mantém, pois parece que não aprenderam nada com os erros cometidos no vosso passado.

Para que compreendam melhor o que pretendo dizer com isto, procurem saber mais sobre os vossos sentimentos e sobre a vossa capacidade de os manifestar. Vocês procuram sempre conhecer o que está longe, quando deviam em primeiro lugar, aprender sobre vocês mesmos.

Acreditam que se conhecem?
O que sabem sobre a vossa própria consciência?
O que conhecem do vosso verdadeiro “Eu”?

Têm muito que aprender sobre vocês mesmos, antes de descobrirem a verdadeira dimensão do exterior.

O medo é nada mais, nada menos, do que a incompreensão do que vos rodeia. É a ausência do conhecimento.

O ser humano tem medo do que não conhece e bloqueia. Fica cego e facilmente é dominado, mas quem o domina, é ele mesmo.

Aprende e procura conhecer o desconhecido e isso fará com que o teu medo se dissipe, pois no momento em que o desconhecido passa a ser conhecido pelos seres, o medo, tal como o conheces, deixa de ter razão para existir.

O sentimento que outrora controlava, deixa de ser alimentado e deixa de alimentar. Desfragmenta-se e simplesmente desaparece, permitindo assim à consciência, libertar-se e contactar com a verdadeira realidade.

O ser humano passa finalmente a ver e o entendimento consciente acontece. O que existe para lá do horizonte passa a fazer parte do vosso conhecimento e do vosso Universo.

O sentimento de medo é constantemente utilizado como desculpa para o acto de matar o semelhante e tem sido assim utilizado desde o passado.

É isso que querem continuar a manifestar no vosso futuro?
É isso que querem manifestar para o Universo?
O que esperam alcançar com isso?

Esse acto só leva a uma conclusão final… a auto-destruição.

Utilizem os vossos sentimentos para construírem algo. O medo pode ser transformado e pode ser utilizado para algo positivo e útil para o vosso desenvolvimento. Pode ser utilizado para vos ajudar a expandir a vossa consciência.

Lembrem-se que tudo tem as duas polaridades. Cabe a vocês decidirem com qual delas querem trabalhar. Mais uma vez, é o vosso livre-arbítrio que vai definir o caminho, mas não se esqueçam do seguinte:

Todas as acções têm uma consequência e tudo o que é feito, propaga-se por todo o Universo através de ondas de frequência, que chegam a todo o lado. Assim sendo, a vossa consciência e tudo o que vocês emitem, torna-se aos olhos de outros, a vossa identificação e o vosso cartão de visita”.



Annael, Outubro de 2009

1 comentário:

  1. Mais uma vez, directo e profundo. Gostei muito de ler isto e confesso que me deixou a pensar. Acho que deviamos todos abrir os olhos e ver realmente quem somos e o que somos capazes de fazer.

    Realmente, esquecemo-nos frequêntemente, que a nossa consciência e tudo aquilo que emitimos para o exterior, se torna realmente na nossa verdadeira identificação, ao contrário da "capa" falsa que vestimos diariamente.

    Grande abraço.

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